SÃO LUÍS - O governo José Reinaldo acabou. A sentença foi proferida ontem pelo líder da oposição na Assembléia Legislativa, César Pires (PFL), para quem o fato de o governo impor um “tapa-buracos” para substituir o secretário de Educação, Edson Nascimento, teria apenas uma explicação: “José Reinaldo não tem quadros para comandar a pasta ou os quadros capacitados não querem ligar sua imagem a este governo”. Dessa forma, o líder oposicionista, um dos especialistas em educação na Assembléia, lamentou a nomeação para a pasta do chefe da Casa Civil, Lourenço Vieira da Silva, que não possui nenhuma identificação com o setor educacional.
Edson Nascimento foi exonerado da Secretaria da Educação anteontem, em meio aos caos do setor educacional em todo o estado. “A exoneração do Nascimento é a confissão de culpa do governador de que a área vai mal. É a prova cabal da falência deste governo”, declarou César Pires.
A exoneração do secretário de Educação repercutiu fortemente nos meios estudantis e entre os professores da rede estadual. Ontem pela manhã, estudantes fizeram passeata pelo centro da cidade, exigindo uma resposta rápida do governo para o atraso no início das aulas. Para as entidades estudantis, a nomeação de alguém de fora do setor, como Vieira da Silva, só vai aumentar o caos.
Na Assembléia Legislativa, a bancada governista esvaziou a sessão para evitar repercussão ainda maior da exoneração de Nascimento. Lourenço Vieira da Silva – que acumulará a pasta da Educação com a Casa Civil e a Secretaria das Minas e Energia – tomou posse no início da tarde, mas não demonstrou convicção em permanecer no posto até o fim do governo.
FALÊNCIA
César Pires avaliou que a falência do sistema educacional no governo José Reinaldo estava anunciada. Para ele, a saída de Edson Nascimento era questão de tempo. “Esse governo não tem compromisso com a educação. Prova disso é a forma como tratou a substituição do secretário. José Reinaldo nem se deu ao trabalho de colocar alguém da área. Simplesmente tapou o buraco, quando a hora é de repensar a política que adotou para o setor”, disse o parlamentar.
Ontem, na Assembléia, César Pires acompanhou com solitária tristeza a manifestação dos estudantes. “Os estudantes vêm para cá e nem sessão acontece. É lamentável”, disse o deputado pefelista, para quem o resultado do caos na educação pode ser medido pelo desempenho do Maranhão nas estatísticas do Ministério da Educação (MEC). “O Maranhão é o único estado que só cumpre 40% do conteúdo educacional. O problema é de gestão”, sentenciou o parlamentar.
Ele garantiu que continuará cobrando do governo a melhoria educacional no sistema estadual, independente das muitas atribuições do secretário que ora assume a pasta. “O que se quer é o mínimo necessário: professor e aluno na sala de aula”, completou.
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