SÃO LUÍS - Centenas de alunos do Complexo Educacional Governador Édson Lobão (Cegel) ainda não assistiram a nenhuma aula em 2006 apesar do ano letivo já haver começado de acordo com o calendário da Secretaria de Educação.
A razão do atraso é a falta de professores que, segundo o deputado César Pires (PFL), representa o descaso da atual gestão com a educação no Estado.
- Como é que você marca um período letivo para janeiro se a Fundação Sounsândrade sequer deu o resultado do seletivo ainda? É uma coisa anunciada. Todo mundo já sabia que ia começar o ano letivo apenas para cumprir uma demanda de lei -
disse o parlamentar referindo-se à LDB que exige ano letivo de 200 dias.
Além dos 4.987 professores que estão aguardando a convocação para o ínicio das aulas, os alunos continua como o maior prejudicado. Muitos deles não sabem nem onde vão assistir às aulas.
- Não há uma programação dentro da Secretaria de Educação do ano subseqüente e aconteceu de novo. A questão agora não se esgotou só na escolha do aluno. Eles fizeram um tal de Portal do Aluno, entrada do aluno, que seria para a escolha do aluno. Essa seleção foi malfeita, tanto que terminou a seleção e o aluno não sabe para onde ir - disse.
Concursos
As declarações do deputado César Pires foram obtidas em entrevista concedida ao programa Acorda Maranhão, da Mirante AM, desta quinta-feira. O parlamentar e ex-reitor da Uema tem sido um crítico ferrenho do concurso realizado para contratação de professores para o ano letivo corrente. César Pires aponta falhas no planejamento da Secretaria de Educação.
- Ela errou no campo pedagógico, quando começaram as aulas sem professor. Depois eles computam esses espaços vazios como tempo de aula para poder atender aos dias letivos exigidas pela LDB. Falharam no processo de seleção de alunos, que se inscreveram e não houve publicação (do resultado) na grande mídia. Falharam no processo de seleção porque sabiam que o início das aulas deveria ser agora em março e a inscrição para o processo seletivo (de professores) terminou no dia 24 de fevereiro - disse.
Segundo César Pires, existe um déficit de quase 5 mil professores no Maranhão e que de cada 10 salas, sete estão sem professores. "Não há um projeto pedagógico definido, não há uma vontade política de mudar nada, aumentaram o números de salas de aula no interior, mas sem dar o aspecto qualitativo com professores bem trabalhados. É uma situação que tenho dito que esse governo, com essa Secretaria de Educação, está prejudicando, está condenando o Maranhão nos próximos 20 anos de atraso na educação. - finalizou.
Leia também
Saiba Mais
Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.