José Mentor nega ter poupado doleiro de Maluf em CPI do Banestado

Agência Brasil

Atualizada em 27/03/2022 às 14h37

Brasília – O deputado federal José Mentor (PT-SP) foi à sessão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Bingos para responder às acusações do doleiro Antônio Oliveira Claramunt – conhecido como Toninho da Barcelona. Toninho acusou Mentor de favorecer o doleiro que trabalhava para o ex-prefeito de São Paulo, Paulo Maluf.

Conhecido como Birigüi, o doleiro de Maluf teria sido poupado nas investigações da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banestado, que investigou denúncias de evasão de dólares para o exterior. Mentor era relator da CPI, que foi concluída no ano passado. Barcelona também reclama de não ter sido ouvido, o que teria prejudicado sua defesa.

Mentor disse que não favoreceu o doleiro de Maluf, nem prejudicado Barcelona. "Eu apresentei o requerimento para ouví-lo (Barcelona), mas não foi possível. Em um primeiro momento, a Polícia Federal pediu o adiamento da convocação como forma de não prejudicar suas investigações. Depois, tentei convocá-lo, mas a polícia foi informada pelo advogado que Barcelona estava com problemas de saúde", contou José Mentor.

O deputado também respondeu à acusação de que teria favorecido o Banco Safra, pelo qual Birigüi teria operado. "Sobre o Banco Safra, recebemos os documentos desse banco a um mês do término da CPI e não foi possível submetê-los a análise. Sobre as condições da prisão de Barcelona, é preciso lembrar que quem cuida da administração penitenciária em São Paulo é o PSDB. Não tenho a menor ingerência sobre isso", disse Mentor.

O deputado do PT paulista é um dos 16 com processo disciplinar prestes a ser instaurado no Conselho de Ética. Nas listas do empresário Marcos Valério, ele aparece como beneficiário de R$ 120 mil. Mentor explica o dinheiro como pagamento de serviços advocatícios para a escritório onde é sócio.

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