José Dirceu diz que vai processar Roberto Jefferson

A afirmação foi feita em resposta ao deputado Chico Alencar (PT-RJ).

Agência Câmara

Atualizada em 27/03/2022 às 14h40

BRASÍLIA - O ex-ministro José Dirceu informou há pouco, no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, que aguarda apenas a perda de mandato pelo deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) para processá-lo.

A afirmação foi feita em resposta ao deputado Chico Alencar (PT-RJ), a quem Dirceu também garantiu que o fato de sua saída do governo ter ocorrido após o depoimento de Jefferson não contribuiu para acirrar a crise política. "O momento foi definido pelo presidente Lula".

Mudança no PT:

O ex-ministro defendeu mudanças no PT e disse que a crise é uma ‘oportunidade única’ para isso. ‘Eu sei que o PT tem força e base social para se reformular e superar a crise’, afirmou.

Sobre as alianças feitas pelo partido, ele afirmou que o governo não tinha outras opções para alcançar maioria no Congresso e negou que tenha havido uma mistura ilegítima entre as ações administrativas e os interesses das legendas da base aliada. Segundo Dirceu, todos os partidos governistas participaram da indicação para cargos públicos, ‘mas é algo que acontece em qualquer governo’.

Reforma política

Em seu depoimento, o ex-ministro voltou a defender a necessidade de uma ampla reforma política, que garanta maior controle das campanhas eleitorais e o respeito à fidelidade partidária. Dirceu apontou como ‘erro estratégico’ a não-realização da reforma no primeiro ano do governo Lula e disse considerar importante que a Câmara e o Senado prossigam na votação de matérias relevantes para o País, sem prejuízo das investigações das comissões de inquérito.

Em resposta ao deputado Josias Quintal (PMDB-RJ), ele repetiu que não renunciará e negou ter medo de ser cassado, já que não vê motivos para a perda de seu mandato.

Há pouco, o Conselho de Ética suspendeu por dez minutos a reunião que toma o depoimento de José Dirceu.

Jefferson não está mais no Conselho de Ética

O deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) aproveitou o intervalo de dez minutos no depoimento do ex-ministro José Dirceu no Conselho de Ética da Câmara para ir embora. Jefferson deixou o Congresso às 19h.

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