Malária mata um milhão por ano, alertam OMS e Unicef

EFE

Atualizada em 27/03/2022 às 14h46

NAÇÕES UNIDAS - A ONU alertou nesta quinta-feira para a ameaça e os desafios que a malária representa para o mundo - causando um milhão de mortos por anos. A maior parte das vítimas é de crianças africanas.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) elaboraram pela primeira vez um informe conjunto em que avaliam exaustivamente as iniciativas levadas a cabo até hoje para combater a doença.

O documento ressalta que houve avanços na prevenção e tratamento da malária desde o ano 2000, graças ao acesso que os países afetados têm agora a novos medicamentos e ao uso de mosquiteiros com inseticidas de efeito prolongado.

Por ano, 350 milhões a 500 milhões de pessoas caem doentes de malária.

Nove de cada dez mortos são crianças com menos de 5 anos que vivem na África Sub-saariana, região onde as estatísticas demonstram que, a cada 30 segundos, uma criança morre de malária.

Segundo Ann Veneman, nova diretora executiva do Unicef, "a malária continua sendo a doença infecciosa que mais rouba vidas entre as crianças na África: três vezes mais que o HVI", vírus da Aids.

- Se queremos reduzir a mortalidade infantil na próxima década, temos que nos concentrar no combate desse problema - disse Veneman.

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