Petrobrás não descarta novos reajustes este ano

Globo Online

Atualizada em 27/03/2022 às 14h56

RIO - Ao contrário da ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, o diretor financeiro da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, não descartou novos reajustes nos preços dos combustíveis neste ano. O executivo explicou que a estatal continua avaliando a variação do mercado internacional do petróleo para decidir sobre a necessidade de novos reajustes. E ,segundo ele, a empresa tem autonomia para decidir sobre o assunto. A ministra afirmou, na quinta-feira, que não haveria novos reajustes de preços nos próximos meses.

Gabrielli justificou que uma série de variáveis técnicas da composição de preços internacionais e da demanda interna fizeram com que a Petrobras anunciasse dois reajustes num intervalo de 42 dias. O primeiro, antes das eleições municipais, foi de 4% nos preços da gasolina e de 6% no diesel, foi considerado insuficiente para equiparar os preços domésticos com os do mercado internacional. Nesta quinta-feira, o reajuste anunciado foi de 7% na gasolina e 10% no diesel.

Em relação às eleições municipais, Gabrielli disse que elas afetam as decisões da estatal porque influenciam a economia do país e conseqüentemente a demanda por derivados de petróleo.

- A eleição é um fenômeno político que afeta a economia, tanto no Brasil quanto no exterior. O preço do petróleo variou também pela eleição americana, pela eleição brasileira. Nós levamos em conta isso, estamos no mundo real - afirmou.

O executivo voltou a afirmar que a companhia não repassa para o mercado doméstico as flutuações das cotações internacionais do petróleo e que mantém uma política de acompanhamento dos preços no longo prazo.

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