Situação de presos e delegacias da capital será analisada

Foi firmado acordo entre o MP e Defensoria Pública nesta quarta, 21.

Imirante.com

Atualizada em 27/03/2022 às 15h01

SÃO LUÍS - O Ministério Público Estadual e a Defensoria Pública do Estado do Maranhão farão a análise da situação dos presos e das delegacias da capital.

A medida visa buscar melhorias para as instalações físicas desses estabelecimentos com a ajuda da iniciativa privada e verificar a situação processual dos detentos. Inspeções realizadas pelos promotores de justiça de Investigação Criminal confirmaram a superlotação de celas e as precárias condições de funcionamento das delegacias.

Os termos da parceria entre as duas instituições foram acertados nesta quarta-feira (21), durante reunião entre os promotores de justiça de Investigação Criminal, Cláudio Cabral e Cláudio Guimarães e o defensor público Fernando Mendonça, na sede das Promotorias de Justiça da Capital.

Os representantes do MPE entregaram à Defensoria Pública relatórios das inspeções realizadas nas delegacias do Turu, Cohab e Paço do Lumiar, nos quais constam a ficha individual dos presos, as condições físicas dos estabelecimentos, o número de efetivo policial e as reivindicações apresentadas pelos delegados.

Fernando Mendonça explicou que o órgão vai verificar a situação de cada preso para identificar quem já cumpriu pena e não foi posto em liberdade, quem está doente e precisa de atendimento, caso em que poderia ter sido substituída a pena, presos de outros estados e do interior do Maranhão que estão em delegacias de São Luís, além de outros problemas. A partir desse levantamento as duas instituições tomarão medidas que visam resolver a situação. O trabalho será realizado nas 20 delegacias da Ilha.

Segundo o promotor de justiça Cláudio Cabral, a superlotação foi o principal problema detectado durante as inspeções realizadas nas delegacias nos meses de junho e julho deste ano. No 6º Distrito Policial da Cohab, há 24 presos em apenas duas celas. O que significa um preso por cada meio metro quadrado. De acordo com a lei Execuções Penais um preso deve ocupar 6m2. Entre as reivindicações apresentadas pelo delegado do 6º DP, estão a segurança, principalmente da carceragem; o aumento do efetivo de policiais e a reforma total das celas. No 7º distrito do Turu há 10 presos além da capacidade e no 19º DP de Paço do Lumiar, 23.

Cláudio Guimarães disse que a partir desse convênio de cooperação as instituições vão buscar parcerias com a iniciativa privada para a realização de reformas das delegacias. Para isso, contarão com a participação dos coordenadores do Centro Integrado de Defesa Social que farão a aproximação da equipe com empresários e comerciantes que possam e desejam contribuir financeiramente para a execução das reformas das instalações físicas dos distritos policiais.

Com as informações a Assessoria de Comunicação do Ministério Público.

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