SÃO LUÍS - Construída há cerca de 35 anos, a ponte José Sarney - que liga o Centro Histórico ao bairro do São Francisco - está com sua capacidade esgotada.
Somente no ano de 1989 foi feito um melhoramento, quando uma outra faixa de tráfego (reversível) veio se somar às outras duas existentes. Mas a parte estrutural, como apoio, juntas e demais componentes exibem o desgaste natural dos anos e maior serão os custos se houver demora no reparo.
Em contrapartida, uma ampliação na capacidade real da ponte, com acréscimo de alças adequadas de entrada e saída (que realmente darão maior velocidade aos veículos); conexões com o novo sistema viário da Av. Ferreira Gullar (através de acessos diretos) e um aumento na quantidade das faixas de tráfego permanente, bem como o alargamento dos passeios para pedestres, tem um custo efetivo bastante menor, e trazem a vantagem de permitir uma redução nas demandas para a Av. Castelo Branco, hoje sobrecarregada.
Pelo lado da avenida Beira-Mar, será também melhorado o arranjo atual, extremamente pobre para suportar o volume atual de tráfego, com poucas desapropriações, e que vão aliviar sobremodo o fluxo de veículos.
Neste lado, nos espaços proporcionados pelo intervalo entre as alças, será criada uma área destinada a serviços de apoio, como carro-guincho, colocação de veículos acidentados ou em pane, telefones e área verde para o público.
DESAFIO - Os engenheiros da Gerência de São Luís encontraram um grande desafio pela frente. Com as novas alças de trânsito, principalmente as que se ligarão com a avenida Ferreira Gular, os pedestres teriam de cruzar com veículos quase no meio da ponte.
Uma solução opcional para a passarela de pedestres seria a sua colocação por baixo das alças, mas a prática mostra que o usuário não aprecia este tipo de solução, que transmite insegurança. Embora seja possível em termos estruturais e operacionais, teria custo um pouco mais elevado do que a superior, na mesma extensão.
Assim, optou-se por uma passarela superior a das pistas de trânsito. Para que se tenha uma solução harmônica dessa passarela, ao invés de uma simples elevação local, que no contexto seria apenas um objeto estranho sobre a ponte, ou de uma passagem inferior, que transmite insegurança e facilita assaltos, surgiu a idéia de estendê-la ao longo de toda a obra e utilizá-la como elemento principal.
Tudo isso integrado a um conjunto de arcos, proporcionando movimento e modernidade à estrutura. Sob a laje, na área dos pilares, a solução inclui o fechamento do espaço vazio entre eles, aos pares, também contribuindo para melhorar o aspecto do conjunto.
FAIXAS - A nova ponte terá quatro faixas de tráfego, duas em cada sentido, garantindo uma vazão de 12 mil veículos/hora, contra os atuais 6 mil. Cada faixa terá 3,30 metros de largura (contra os atuais 3,00 metros), com uma separação de 0,50 cm no centro, dividindo as mãos.
As passarelas superiores terão 2,50 metros cada (contra os atuais 1,50 metro). Pelo lado da Beira-Mar, as alças terão ângulos bem mais suaves, garantindo que os veículos entrem nelas com a mesma velocidade de deslocamento.
Na saída da rua do Egito, a convergência atual à esquerda será ampliada, permitindo maior fluidez aos veículos. Pelo lado da Castelo Branco, duas alças farão a ligação da avenida Ferreira Gullar, uma de cada lado. Para quem sai da ponte com destino à Ponta d’Areia, uma outra alça será construída no fim da ponte, com acesso direto para a Ferreira Gullar. O custo disso tudo, fora as desapropriações, está estimado em R$ 25,5 milhões.
Tudo tem sido feito para que, em princípio, não haja interrupção alguma do trânsito no local.
FRANCESES - O Viaduto da Avenida dos Franceses já está quase virando realidade, para tranqüilidade das milhares de pessoas que passam pelo local. Boa parte da obra já está pronta, as desapropriações quase todas concluídas e um desvio, na avenida dos Franceses, já pronto, vai possibilitar a construção dos pilares que estão faltando e que servirão de alça depois da obra concluída.
Esse viaduto terá quatro vias elevadas, duas em cada sentido, dando passagem livre para quem vai do Centro para o bairro e vice-versa. Embaixo, uma rotatória para dar vazão ao restante do tráfego, que em sua maior parte sai dali em direção à ponte do Caratatiua.
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