A Petrobras justificou os aumentos programados de quase 30% sobre os preços do gás natural importado da Bolívia a partir de 1º de janeiro com a aplicação das cláusulas contratuais entre as companhias.
Segundo o diretor de gás e energia da estatal, Antônio Luiz de Menezes, serão repassado os aumentos dos custos represados durante todo o ano de 2002 referentes ao transporte do insumo, que tem parte atrelada ao dólar.
- O que está sendo reajustado trimestralmente é a parcela do preço da commodity - disse Menezes.
Ele disse que ainda não fez os cálculos do repasse de todos os custos represados, mas afirmou que deve chegar próximo a um reajuste de 30% no preço atual, "que valerá para todas as distribuidoras atendidas pelo Gasoduto Bolívia-Brasil (Gasbol), igualmente". Para o gás nacional, do qual a Petrobras é a única transportadora no mercado doméstico e que teoricamente tem o preço livre desde 2002, a estatal diz que vai aplicar a fórmula da portaria interministerial 003, publicada em conjunto pelos ministérios da Fazenda e Minas e Energia, a pedido do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).
- Estamos aplicando essa fórmula que já teve seu prazo vencido em dezembro de 2000, a pedido do conselho, em acordo com o governo - disse Menezes.
Essa fórmula deve chegar a um aumento de cerca de 27% nos preços praticados hoje, afirmou o diretor da estatal. Na semana passada, os distribuidores de gás, que compram o insumo da Petrobras, ficaram surpresos diante do comunicado do reajuste de até 30%. Empresas como a Comgás projetavam índices de 7% a 8% no insumo.
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