Cesta básica: redução do ICMS tem parecer favorável

Agência Nordeste

Atualizada em 27/03/2022 às 15h26

O presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), senador Lúcio Alcântara (PSDB-CE), concedeu hoje, a pedido dos membros da comissão, prazo de uma semana para que os senadores possam analisar o projeto de lei do senador Ramez Tebet (PMDB-MS) que reduz a zero a incidência do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre os produtos que compõem a cesta básica.

Na reunião, foi lido relatório do senador João Alberto (PMDB-MA), favorável à proposta, com três emendas que ajudam na implementação da medida. “A elevada carga de tributos destaca-se no preço da alimentação. A mitigação da carga fiscal é, nesse contexto, medida urgente”, afirma o relatório.

Durante a discussão, o senador Jefferson Péres (PDT-AM) questionou a constitucionalidade do projeto, já que a Constituição de 1988 define como competência do Senado estabelecer alíquotas, o que, na sua opinião, é diferente de isentar produtos do ICMS. Assim, Jefferson solicitou que a proposta seja analisada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) antes da votação do mérito na CAE.

O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) defende o mérito da proposta, que é baratear a alimentação dos mais pobres. Porém, ele pediu que a CAE examine os impactos que a medida pode representar nos estados produtores dos alimentos que compõem a cesta básica.

Os senadores da CAE também decidiram realizar audiência pública para debater o projeto de lei da Câmara que determina que os serviços executados em gráficas devem ser considerados produtos sujeitos ao ICMS. Atualmente, existe confusão na cobrança de imposto sobre essa indústria, já que os municípios entendem que trabalhos gráficos deveriam estar sujeitos ao Imposto Sobre Serviços (ISS).

Suplicy pediu que o secretário de Finanças do município de São Paulo, João Sayad, seja convidado a falar sobre o assunto, já que a medida traz impactos sobre os recursos de prefeituras de cidades onde existe grande parque gráfico. Da mesma maneira, o senador Roberto Saturnino (PT-RJ) pediu uma boa definição sobre o assunto para que as empresas não sejam tributadas duplamente.

O presidente da CAE sugeriu que sejam convidados para a audiência pública um representante do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), composto pelos secretários estaduais de Fazenda, e um representante dos secretários municipais de Fazenda.

Segundo Alcântara, o Ceará tem uma contribuição a dar sobre o assunto, já que no Estado foi dada uma solução para o conflito que teria deixado os municípios satisfeitos. As informações são da Agência Senado.

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