Advogado da coligação O Maranhão Segue em Frente comenta decisão do TSE

Imirante.com

Atualizada em 27/03/2022 às 15h28

O advogado da coligação O Maranhão segue em frente, Vinicius Berreto Martins, falou há pouco à rádio Mirante AM sobre a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que anulou a candidatura de Ricardo Murad (PSB) e deixou o candidato José Reinaldo Tavares com 51,05% dos votos, vencendo assim no 1º turno das eleições.

Vinicius explicou na entrevista o porquê da decisão do TSE. "Foi uma decisão puramente técnica", afirmou, descartando alguns boatos que sugeriam influência política na decisão do TSE.

Segundo ele, a decisão foi tomada por unanimidade por que a candidatura de Ricardo Murad já havia sido anulada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MA), antes das eleições de 6 de outubro.

O advogado falou sobre a dificuldade de estabelecer um limite entre a pessoa do candidato e a pessoa do governador, quando este se candidata à reeleição. Sobre isso, ele disse que a legislação prevê uma série de proibições que são impostas ao candidato, como a inauguração de obras públicas, transferências de recursos, a realização de convenções, entre outros.

Contudo, o advogado lembrou o fato de que um governador de Estado sendo pessoa pública, sempre recebe uma superexposição nos meios de comunicação. "Se algo está errado nisso, deve-se reavaliar a lei, e não o candidato, que está sujeito a ela", disse.

Comparando as eleições no estado do Maranhão e no Rio de Janeiro, Vinicius Berreto mostrou que nem sempre os efeitos dessa superexposição são positivos. "Aqui no Maranhão essa superexposição foi positiva para José Reinaldo, mas no Rio de Janeiro ela não foi vantajosa para a governadora Benedita da Silva, que acabou perdendo votos e a eleição".

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