Petrobras reajustará gás da Bolívia em cerca de 10%

Globonews.com

Atualizada em 27/03/2022 às 15h29

RIO - A Petrobras vai aumentar o preço do gás natural importado da Bolívia em cerca de 10%, segundo a assessoria de imprensa da estatal. Esse reajuste deverá impactar o preço de quase 50% do gás natural consumido no país. A Petrobras não se pronuncia sobre o percentual oficial do reajuste e também não informa a partir de quando o novo preço entrará em vigor.

O aumento, de acordo com a empresa, faz parte de uma correção de preços trimestral baseada em uma cesta de custos de óleos combustíveis, e já estava previsto em um contrato de 20 anos firmado com as distribuidoras e concessionárias.

De acordo com a CEG, distribuidora do Grande Rio, a decisão da Petrobras não terá impacto sobre os consumidores da região. A distribuidora esclarece que todo o gás consumido na área que ela atendende é nacional, proveniente da Bacia de Campos. Em São Paulo, a ComGás e a Gás Natural, que compram o gás da Bolívia, dizem que o impacto para o consumidor não será imediato. As empresas explicam que a decisão deverá passar antes pela Comissão de Serviços Públicos de Energia (CSPE) do estado, que revisa anualmente o preço das tarifas cobradas pelas distribuidoras.

No cálculo entram tanto o valor do produto cobrado pela Petrobras quanto a margem de lucro das empresas, baseada na variação do Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), calculado pela Fundação Getúlio Vargas.

Conta-gotas - A Petrobras parece ter adotado, desde 21 de setembro, uma política de aumento em capítulos. Nesta semana, a estatal divulgou um reajuste de 16,3% em média para o preço do querosene para aviação, além de aumentar em 9,7% o preço do óleo combustível nas suas refinarias.

No dia 28 de setembro, foi anunciado o aumento de 5,7% no preço do gás liquefeito de petróleo (GLP) para a indústria e o comércio. A Petrobras já havia reajustado, uma semana antes, a tarifa do mesmo combustível em 5,9%, também para a indústria e o comércio.

Esses aumentos, segundo especialistas, seriam a fórmula encontrada pela estatal para compensar um prejuízo mensal estimado em US$ 80 milhões com a alta do dólar e do preço do barril do petróleo. E para contornar um necessário, mas inconveniente - para a população e para os índices de inflação - reajuste no preço da gasolina e do óleo diesel, que não sobe desde junho.

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