Justiça eleitoral já tem tudo preparado para brasileiros no exterior

Agência Brasil

Atualizada em 27/03/2022 às 15h29

Brasília - O número de eleitores brasileiros no exterior cresceu 80%, desde a última eleição, em 1998. A informação é do diretor-geral de Assuntos Consulares, Jurídicos e de Assistência a Brasileiros no Exterior, do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Adolph Westphalen. Segundo ele, são apenas 69.900 eleitores inscritos para uma comunidade de dois milhões de brasileiros. “É uma parcela muito pequena, mas os passos estão sendo dados”, enfatizou.

A grande novidade, este ano, segundo ele, é que 40% dos eleitores votarão em urnas eletrônicas. Elas serão utilizadas em de 37 cidades, num total de 162 urnas. “Comparando com o tamanho do Brasil, é coisa ínfima, mas significa o primeiro passo”, garantiu. De acordo com o embaixador, o desejo da Justiça Eleitoral é que nas próximas eleições já se consiga cobrir 100% dos eleitores.

A Justiça Eleitoral propôs que se deslocasse um funcionário do Ministério para cada uma das cidades onde a urna eletrônica será utilizada. O embaixador disse que o treinamento dessas pessoas foi feito há duas semanas, aqui no Brasil, e foi "muito bem sucedido”, analisou.

Segundo ele, o treinamento permitiu resolver questões relativas ao processamento das urnas eletrônicas e ao próprio processo de eleição, pois realizar eleições no exterior implica em adaptar a nossa legislação à circunstância no exterior. “Por exemplo, os alistamentos, casos de brasileiros nascidos no exterior, como serão realizadas as eleições com seus os horários específicos e como serão feitas as justificativas. Tudo isso foi esclarecido durante o treinamento” assegurou o embaixador.

Segundo a norma eleitoral, os brasileiros que desejaram participar das eleições precisaram se alistar no início deste ano. De acordo com o embaixador Westphalen, os formulários preenchidos no alistamento foram analisados pelo TRE e tiveram seus pedidos aceitos ou não. Quem está no exterior também tem obrigação de votar.

Os locais de votação no exterior serão nas capitais, nos consulados maiores. “Tentamos distribuir as seções conforme a necessidade” explicou. Na china, por exemplo, o Consulado abriu uma outra seção situada a dois mil kilômetros da capital, para atender uma grande comunidade que não poderia se deslocar.

O embaixador Westphalen mandou uma mensagem para todos os brasileiros residentes no exterior: “Todos que sintam o desejo de participar desse processo, que se dirijam à uma repartição brasileira, seja embaixada ou consulado, para esclarecer as dúvidas existentes”.

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