Presidente do STF pede a candidatos que evitem ataques pessoais

CNN.com.br

Atualizada em 27/03/2022 às 15h31

BRASÍLIA -- O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Marco Aurélio Mello, que ocupa interinamente a Presidência da República, fez um apelo nesta segunda-feira para que os candidatos às eleições de outubro evitem os ataques pessoais no horário eleitoral gratuito e se preocupem mais em divulgar seus programas de governo.

"Eu creio que não se deveria partir para o que denomino de denuncismo. Vamos discutir as idéias dos candidatos e escolher bem aquele que nós queremos que seja o presidente do Brasil nos próximos quatro anos", recomendou o ministro.

Mello referiu-se à guerra deflagrada principalmente entre os candidatos do Partido Popular Socialista (PPS), Ciro Gomes, e José Serra, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), que passou a dominar o horário eleitoral gratuito no rádio e na TV.

Serra e Ciro estão tecnicamente empatados na disputa pelo segundo lugar nas pesquisas eleitorais mais recentes e acirraram os ataques.

Na avaliação do ministro, as eleições têm um significado político e econômico muito importante para o país e é preciso debater idéias.

"A democracia é debate. Debate deixando-se o denuncismo em segundo plano, buscando-se muito mais a exploração das idéias", disse.

Ciro não pode chamar Serra de Mentiroso

O Tribunal Superior Eleitoral concedeu liminar ao candidato José Serra, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), retirando a expressão "é tudo mentira", veiculada no programa de Ciro Gomes, do Partido Popular Socialista (PPS).

Em sua propaganda eleitoral Ciro mostrou cenas de José Serra e do presidente Fernando Henrique Cardoso falando sobre a geração de empregos e', logo após, a entrevista de um desempregado dizendo a seguinte frase: "Não adianta nada falar agora que é segunda-feira, que o negócio é azul, não sei o que, mas é tudo mentira".

Serra alegou no TSE que o quadro apresentado por Ciro faz referência ao seu programa de governo, que tem um projeto chamado Segunda-Feira com a meta de criar oito milhões de empregos e ainda, que um dos slogans do programa é "a cor da mudança é azul, o azul da carteira de trabalho".

O presidenciável tucano destacou também que, ao exibir a imagem de pessoa desconhecida afirmando que o projeto é mentira, Ciro se valeu de expressão injuriosa.

O ministro do TSE Peçanha Martins resolveu, então, excluir do programa a expressão "mas é tudo mentira" e notificou Ciro Gomes para apresentar sua defesa no prazo de 24 horas.

Depois disso, o ministro decidirá sobre o pedido de direito de resposta pelo tempo mínimo de um minuto feito por Serra.

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