Município negou vínculo

Prefeitura investiga uso de marca oficial em carro flagrado com criança dirigindo em Santa Luzia

Procedimento foi aberto após vídeo com criança ao volante viralizar nas redes sociais.

Ipolítica

Atualizada em 30/03/2026 às 13h37
Procuradoria de Santa Luzia vai analisar uso indevido de marca da prefeitura após criança ser flagrada dirigindo veículo. (Reprodução/TV Mirante)

SANTA LUZIA – A Procuradoria-Geral do Município de Santa Luzia vai analisar o uso indevido da marca oficial da Prefeitura após uma caminhonete ser flagrada sendo conduzida por uma criança no município, localizado a 294 km de São Luís. A apuração foi iniciada após a Prefeitura de Santa Luzia abrir procedimento administrativo e encaminhar o caso ao órgão jurídico municipal.

Segundo o gabinete do município, o veículo não pertence à frota da prefeitura e não estava a serviço de nenhum órgão público. No entanto, nas imagens que circulam nas redes sociais, a caminhonete apresenta identificação indicando vínculo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), além da logomarca da gestão municipal.

Um vídeo de cerca de 12 segundos mostra uma criança conduzindo o veículo em via pública. As imagens viralizaram nas redes sociais e mostram a criança, aparentemente com cerca de 9 anos, ao volante da caminhonete. No banco do passageiro, aparece um adulto, que não foi identificado.

Na porta da caminhonete, há a indicação de que o veículo estaria a serviço da Secretaria Municipal de Saúde, além da logomarca da Prefeitura.

A Polícia Civil do Maranhão informou que também vai investigar o caso. O delegado da cidade informou que tomou conhecimento do caso por meio das redes sociais.

Procurados, a Câmara Municipal e o parlamentar ainda não se manifestaram sobre o caso.

O que diz o Código de Trânsito?

Na esfera criminal, entregar veículo a pessoa não habilitada é considerado crime de trânsito, com pena prevista de seis meses a um ano de detenção, ou multa.

Já na esfera administrativa, as penalidades previstas incluem multa de R$ 880,41, sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH), além da retenção do veículo e do recolhimento da habilitação de quem permitiu a condução por pessoa não habilitada — neste caso, uma criança.

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