Violência Infantil

Casal investigado por torturar crianças em Goiás é preso no Maranhão

Os crimes aconteceram em 2019 na cidade de Mineiros (GO); o homem já possui condenação definitiva pelas agressões contra os enteados e a mãe responderá por omissão.

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Os crimes aconteceram em 2019 na cidade de Mineiros (GO); o homem já possui condenação definitiva pelas agressões contra os enteados e a mãe responderá por omissão. (Foto: ASCOM PC/MA)

SANTA INÊS – A Polícia Civil do Maranhão localizou e prendeu, na última quinta-feira (21), um homem e uma mulher que estavam foragidos da Justiça de Goiás. O casal é investigado pelo crime de tortura contra duas crianças na cidade de Mineiros, no estado de Goiás. A captura dos suspeitos ocorreu no município de Santa Inês, localizado na região do Vale do Pindaré, no Maranhão, após uma operação coordenada para o cumprimento de dois mandados de prisão preventiva.

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As prisões ocorreram após denúncias registradas originalmente em maio de 2019. Na época dos fatos, as vítimas eram dois bebês: uma criança de 3 anos e outra de apenas 1 ano de idade. De acordo com os relatórios oficiais da investigação, os irmãos foram submetidos a um intenso sofrimento físico e psicológico, utilizado deliberadamente pelos agressores como uma forma cruel de castigo pessoal.

O papel do padrasto e a condenação

As investigações apontam que o homem, que era padrasto das vítimas, foi o autor direto das agressões violentas contra os enteados. Ele exercia o poder, a autoridade e a guarda legal sobre os menores no momento dos crimes. A brutalidade das agressões resultou em lesões corporais de natureza grave nas duas crianças. O processo judicial avançou e, contra o padrasto, já consta uma condenação definitiva pela prática do crime de tortura segundo a polícia, o que tornou a sua captura prioritária para o sistema de segurança pública.

A conivência e a omissão da mãe

A ação policial também mirou a mãe das crianças, que acabou detida na mesma operação. Conforme a apuração das autoridades, a mulher é investigada pela prática do crime de tortura por omissão. A legislação brasileira prevê punição para o responsável legal que, tendo o dever de evitar ou apurar o sofrimento da criança, se omite diante das agressões de terceiros.

A equipe policial da delegacia de Santa Inês conseguiu monitorar os passos do casal e montou um cerco para cumprir as ordens judiciais de forma segura. Após a abordagem, os investigados foram conduzidos para a delegacia local para a adoção das medidas legais cabíveis.

Após a realização dos procedimentos burocráticos de praxe, como exames de corpo de delito, os presos foram devidamente encaminhados ao sistema prisional maranhense. Eles permanecerão isolados e à disposição da Justiça de Goiás, que deve solicitar a transferência dos detidos para o estado de origem do crime nos próximos dias.

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