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CPI da Educação é instalada para investigar aplicação de recursos em Rosário

Comissão vai apurar uso de verbas do Fundeb e programas federais da educação entre janeiro de 2025 e junho de 2026.

Ipolítica

CPI da Educação em Rosário vai investigar aplicação de recursos do Fundeb e programas federais destinados à rede municipal de ensino. (Foto: Divulgação)

ROSÁRIO – A Câmara Municipal de Rosário aprovou a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a aplicação dos recursos destinados à educação municipal, incluindo verbas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). A decisão foi tomada durante a 12ª Sessão Ordinária da Casa Legislativa, realizada na segunda-feira (8).

A medida foi formalizada por meio de uma portaria assinada pelo presidência da Casa.

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De acordo com a portaria, a CPI da Educação terá como foco a análise da utilização dos recursos provenientes do Fundeb, Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar (PNATE) e demais verbas vinculadas à manutenção e desenvolvimento do ensino. A investigação abrangerá o período entre 2 de janeiro de 2025 e a presente data.

Vereadores apontam necessidade de transparência

Autor do requerimento e presidente da comissão, o vereador Gustavo Reis afirmou que a iniciativa atende a uma demanda da população por maior transparência na aplicação dos recursos públicos.

Segundo o parlamentar, a investigação busca esclarecer denúncias relacionadas à infraestrutura escolar e ao transporte de estudantes.

"Queremos saber de fato para onde estão sendo destinados os recursos e se eles estão sendo aplicados da forma correta para a população", declarou.

Durante a sessão, vereadores relataram problemas como escolas fechadas e falhas no transporte escolar, incluindo casos de ônibus que apresentaram defeitos durante os trajetos, prejudicando alunos da rede municipal.

Papel fiscalizador da Câmara

A Câmara Municipal destacou que a instalação da CPI reforça o papel constitucional do Legislativo no exercício da fiscalização da administração pública.

A comissão poderá:

  • Solicitar documentos e informações;
  • Realizar diligências;
  • Convocar responsáveis para prestar esclarecimentos;
  • Produzir relatórios técnicos sobre os fatos investigados.

Os trabalhos serão conduzidos com base nas prerrogativas previstas na Constituição Federal, na Lei Orgânica do Município e no Regimento Interno da Câmara.

Prazo para conclusão

O prazo inicial de funcionamento da CPI da Educação será de 120 dias, contados a partir de sua instalação, podendo ser prorrogado conforme previsão regimental.

Ao final dos trabalhos, será elaborado um relatório conclusivo contendo:

  • As diligências realizadas;
  • Os fatos apurados;
  • As conclusões da comissão;
  • Eventuais recomendações aos órgãos competentes.

Instalação ocorre em meio a embates políticos

A criação da CPI acontece em um momento de tensão entre o Legislativo e a gestão do prefeito Jonas Magno (PDT).

Durante a sessão, vereadores também criticaram demissões de servidores contratados realizadas pela administração municipal. Parlamentares afirmaram que os desligamentos têm causado impactos sociais e defenderam maior fiscalização das ações do Executivo.

Segundo a Câmara, a CPI da Educação representa um compromisso institucional com a transparência, a correta aplicação dos recursos públicos e o fortalecimento da gestão educacional no município.

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