Motorista envolvido em atropelamento que matou mulher na Raposa ainda não prestou depoimento
O atropelamento aconteceu nessa quinta-feira (9), depois que o motorista estacionou o veículo, deixando em ponto morto e sem o freio de mão acionado.
RAPOSA - O motorista do carro que atropelou e matou Anayldes Gouveia Ribeiro, de 60 anos, na Estrada da Raposa, ainda não prestou depoimento à Polícia Civil. A advogada dele informou que o homem deve se apresentar espontaneamente nos próximos dias sobre o atropelamento.
O atropelamento aconteceu na manhã de quinta-feira (9), depois que o motorista estacionou em frente a uma padaria e saiu do veículo. Segundo as investigações, o carro foi deixado em ponto morto e sem o freio de mão acionado. Uma criança de seis anos estava no banco do passageiro.
Sem ninguém na direção, o veículo começou a descer a estrada e atingiu Anayldes, que aguardava a neta em uma parada de ônibus. Em seguida, o carro bateu em uma árvore.
A vítima ficou gravemente ferida. Ela recebeu os primeiros socorros de moradores e de uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas morreu a caminho do hospital.
Após o atropelamento, o motorista retirou a criança do veículo e deixou o local antes da chegada das autoridades.
Anayldes foi enterrada nesta sexta-feira (10), no Cemitério Municipal da Maioba, em Paço do Lumiar, na Grande São Luís. A despedida foi marcada por pedidos de justiça.
Ela era casada e tinha dois filhos. O marido, Amarildo Ferreira, estava no trabalho quando recebeu a notícia da morte.
“Desde quando você deixa o carro automático com uma criança de seis anos dentro, você tá caçando o quê? Você tem que assumir sua responsabilidade. Aí destruiu minha família. Tava morando eu, ela e a netinha. Agora tá só eu e minha neta”, lamentou o marido da vítima.
Câmera registrou carro descendo a estrada antes do atropelamento
Uma câmera de segurança registrou o momento em que o motorista estacionou em frente à padaria e saiu do carro. Logo depois, o veículo começou a descer a via.
Ao perceber que o automóvel estava em movimento, o motorista correu e tentou pará-lo, mas não conseguiu.
Polícia investiga o caso de atropelamento
A Polícia Civil do Maranhão (PC-MA), por meio da Delegacia Especial de Raposa, abriu um inquérito para investigar o caso como homicídio culposo na direção de veículo automotor, quando não há intenção de matar.
A polícia já começou a ouvir testemunhas e recolheu imagens de câmeras de segurança. O material será analisado para ajudar a esclarecer as circunstâncias do atropelamento.
Equipes do Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual (BPRv), do Instituto de Criminalística (Icrim) e da Polícia Civil estiveram no local.
“Ele foi negligente na atuação, isso pode se considerar como abandonar uma criança em uma situação de perigo ou até mesmo de ceder a direção para um menor de idade”, destacou o delegado Marcelo Augusto.
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