PINDARÉ-MIRIM - Um maranhense viralizou nas redes sociais após contar que foi confundido com um cidadão chinês por um agente de imigração, na última quarta-feira (5), durante uma viagem pela Ásia. Rony Degard do Nascimento, de 34 anos, passava pelo controle migratório entre a China continental e Hong Kong quando o funcionário desconfiou da nacionalidade dele.
No vídeo publicado nas redes sociais, Rony contou que o agente comparou várias vezes o rosto dele com a foto no passaporte brasileiro antes de perguntar se ele era chinês. “Ele perguntou a segunda vez: ‘Você não é chinês?’. Eu falei: ‘Não’. Aí ele olhou pro meu passaporte, tava escrito Pindaré-Mirim. Isso me salvou.”
Pindaré-Mirim, cidade natal de Rony, fica a 257 km da capital São Luís e tem 31.429 habitantes, segundo o Censo de 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os primeiros habitantes da região foram indígenas guajajaras.
Segundo o maranhense, a situação só começou a ser esclarecida quando o agente encontrou no passaporte o nome da cidade. Ele acredita que o nome pouco comum da cidade ajudou o funcionário a confirmar as informações.
"Ele falou, tipo: ‘É a sua cidade?’. Eu falei: ‘Sim, Pindaré-Mirim’. Aí eu tinha que falar assim: ‘I'm from Amazônia’. Eu sempre faço esse gesto, que é pra mostrar que eu sou da Amazônia".
Passaporte de maranhense confundido na China foi checado várias vezes
Rony contou que o agente continuou com dúvidas mesmo depois de ele dizer que era brasileiro. Segundo o viajante, o funcionário verificou páginas e carimbos do passaporte antes de perguntar sobre a cidade indicada no documento.
“Aí ele olhou de novo, digitava, digitava, parava. Eu já comecei a ficar um pouco nervoso, porque é imigração. Ele olhava para a minha cara, isso demorou um pouco.”
O viajante contou que uma situação semelhante já havia acontecido na Turquia, quando um agente de imigração também demonstrou surpresa ao saber que ele era brasileiro. Ao perceber a dúvida do agente, Rony falou sobre sua origem e associou a confusão aos próprios traços físicos. Ele afirmou ter ascendência indígena e contou que sua família é do Maranhão.
“E eu fico sorrindo, então às vezes eu tenho que explicar, fazer um gesto no meu rosto, falar I'm from Amazônia, porque assim, é como se eu estivesse falando, olha o meu rosto, eu sou da Amazônia, eu sou descendente de índio, minha família é de Monção e meu pai é de Nina Rodrigues, então nós somos dali da região da Baixada, de Itapecuru”, disse.
Maranhense confundido na China vive como nômade digital
Rony viaja com a esposa, Bruna Brancher. Os dois são nômades digitais e mantêm o canal de viagens “Por Onde Indo”, no YouTube, com quase 400 mil inscritos. Segundo ele, os primeiros vídeos foram gravados no Maranhão, antes de o casal começar a viajar para outros países.
“Inclusive a história do canal começou em São Luís. Hoje temos quase 400 mil inscritos mas os primeiros vídeos foram no Maranhã Minha esposa é paranaense, mas ela é apaixonada por São Luís e já se considera até maranhense”.
O casal passa uma temporada na China. Segundo Rony, a viagem foi planejada durante três anos, e os dois pretendem ficar cerca de dois meses no país. Eles mantém residência em Joinville, em Santa Catarina. Rony costuma voltar a Pindaré-Mirim para visitar familiares, e os dois também passam temporadas em São Luís.
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