BRASIL - A aproximação entre Brasil e China ganhou novo impulso nesta terça-feira (2), após o governo chinês manifestar apoio à soberania brasileira e defender o fortalecimento da cooperação bilateral. A declaração foi feita durante o Diálogo Estratégico Abrangente China-Brasil, realizado em Pequim, em meio às ameaças dos Estados Unidos de aplicar tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.
Segundo o Conselho de Estado da China, o país asiático está disposto a ampliar a parceria estratégica com o Brasil e com os demais países da América Latina, reforçando laços econômicos, políticos e diplomáticos.
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O posicionamento ocorre após os Estados Unidos concluírem uma investigação comercial que acusa o Brasil de adotar práticas consideradas prejudiciais ao comércio norte-americano, propondo novas tarifas sobre produtos brasileiros.
China reforça apoio à soberania brasileira
Durante o encontro, o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, afirmou que o país apoia o Brasil na defesa de sua autonomia e independência.
“A China apoia o Brasil na defesa de sua soberania nacional, na manutenção da independência e autonomia e na busca por maior desenvolvimento”, declarou o chanceler chinês.
Wang Yi também classificou a China como uma “amiga confiável” dos países latino-americanos e afirmou que Pequim pretende aprofundar a cooperação com a região.
Cooperação entre Brasil e China deve avançar
O governo chinês defendeu a ampliação dos intercâmbios e das parcerias em diversas áreas.
Entre os setores mencionados estão:
- Cultura;
- Educação;
- Turismo;
- Esportes;
- Juventude;
- Comunicação;
- Cooperação regional.
Além disso, Wang Yi destacou a importância da coordenação entre os dois países em fóruns multilaterais como a Organização das Nações Unidas (ONU) e o Brics.
Segundo o ministro, Brasil e China devem trabalhar conjuntamente para enfrentar desafios externos e fortalecer a atuação dos países do Sul Global.
Mauro Vieira destaca parceria estratégica
Representando o governo brasileiro, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira afirmou que o Brasil compartilha do interesse chinês em ampliar a cooperação prática e fortalecer a coordenação internacional entre os dois países.
O chanceler também reafirmou a posição brasileira de adesão ao princípio de “Uma Só China”, política defendida por Pequim em relação a Taiwan.
Contexto ocorre após ameaça tarifária dos EUA
A manifestação chinesa acontece um dia após o Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR) propor a aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. A medida foi anunciada após uma investigação que apontou supostas práticas comerciais consideradas “irrazoáveis” por Washington.
Embora a proposta ainda dependa de consultas públicas e etapas legais antes de entrar em vigor, o episódio elevou a tensão nas relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos e reforçou o papel da China como principal parceiro comercial brasileiro.
A expectativa é que os temas comerciais e diplomáticos continuem no centro das discussões entre Brasília, Pequim e Washington nas próximas semanas.
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