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China defende soberania brasileira e propõe ampliar cooperação com o Brasil

Manifestação do governo chinês ocorre em meio à ameaça dos Estados Unidos de impor tarifa de 25% sobre produtos brasileiros.

Ipolítica, com informações da Agência Brasil

China manifesta apoio à soberania brasileira e propõe ampliar cooperação com o Brasil após ameaça tarifária dos Estados Unidos. (Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil)

BRASIL - A aproximação entre Brasil e China ganhou novo impulso nesta terça-feira (2), após o governo chinês manifestar apoio à soberania brasileira e defender o fortalecimento da cooperação bilateral. A declaração foi feita durante o Diálogo Estratégico Abrangente China-Brasil, realizado em Pequim, em meio às ameaças dos Estados Unidos de aplicar tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.

Segundo o Conselho de Estado da China, o país asiático está disposto a ampliar a parceria estratégica com o Brasil e com os demais países da América Latina, reforçando laços econômicos, políticos e diplomáticos.

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O posicionamento ocorre após os Estados Unidos concluírem uma investigação comercial que acusa o Brasil de adotar práticas consideradas prejudiciais ao comércio norte-americano, propondo novas tarifas sobre produtos brasileiros.

China reforça apoio à soberania brasileira

Durante o encontro, o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, afirmou que o país apoia o Brasil na defesa de sua autonomia e independência.

A China apoia o Brasil na defesa de sua soberania nacional, na manutenção da independência e autonomia e na busca por maior desenvolvimento”, declarou o chanceler chinês.

Wang Yi também classificou a China como uma “amiga confiável” dos países latino-americanos e afirmou que Pequim pretende aprofundar a cooperação com a região.

Cooperação entre Brasil e China deve avançar

O governo chinês defendeu a ampliação dos intercâmbios e das parcerias em diversas áreas.

Entre os setores mencionados estão:

  • Cultura;
  • Educação;
  • Turismo;
  • Esportes;
  • Juventude;
  • Comunicação;
  • Cooperação regional.

Além disso, Wang Yi destacou a importância da coordenação entre os dois países em fóruns multilaterais como a Organização das Nações Unidas (ONU) e o Brics.

Segundo o ministro, Brasil e China devem trabalhar conjuntamente para enfrentar desafios externos e fortalecer a atuação dos países do Sul Global.

Mauro Vieira destaca parceria estratégica

Representando o governo brasileiro, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira afirmou que o Brasil compartilha do interesse chinês em ampliar a cooperação prática e fortalecer a coordenação internacional entre os dois países.

O chanceler também reafirmou a posição brasileira de adesão ao princípio de “Uma Só China”, política defendida por Pequim em relação a Taiwan.

Contexto ocorre após ameaça tarifária dos EUA

A manifestação chinesa acontece um dia após o Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR) propor a aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. A medida foi anunciada após uma investigação que apontou supostas práticas comerciais consideradas “irrazoáveis” por Washington.

Embora a proposta ainda dependa de consultas públicas e etapas legais antes de entrar em vigor, o episódio elevou a tensão nas relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos e reforçou o papel da China como principal parceiro comercial brasileiro.

A expectativa é que os temas comerciais e diplomáticos continuem no centro das discussões entre Brasília, Pequim e Washington nas próximas semanas.

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