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Comissão do Senado vai acompanhar investigação sobre doméstica grávida agredida no MA

Comissão de Direitos Humanos fará diligência em Paço do Lumiar para monitorar apuração do caso e assistência à vítima.

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Comissão do Senado acompanhará investigação sobre doméstica grávida agredida em Paço do Lumiar. (Reprodução/Redes sociais/TV Mirante)

PAÇO DO LUMIAR - A Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado Federal aprovou um requerimento para acompanhar as investigações sobre o caso da doméstica grávida agredida em Paço do Lumiar, na Região Metropolitana de São Luís. A iniciativa foi apresentada pela senadora Eliziane Gama e prevê uma diligência externa no município para monitorar o andamento das apurações conduzidas pela Polícia Civil do Maranhão.

A vítima, Samara Regina, de 19 anos, denunciou ter sido agredida, torturada e humilhada pela ex-patroa, Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, de 36 anos, e por um policial militar identificado como Michael Bruno Lopes Santos. Ambos estão presos.

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Segundo o Senado, a comissão também irá acompanhar a assistência prestada à jovem e ao bebê.

Comissão do Senado vai acompanhar investigações

A aprovação do requerimento ocorreu de forma unânime entre os integrantes da Comissão de Direitos Humanos do Senado. A diligência deve ser realizada nos próximos dias em Paço do Lumiar.

De acordo com a senadora Eliziane Gama, o objetivo é garantir o acompanhamento da apuração e verificar as condições de vulnerabilidade da vítima.

Não estamos diante de uma mera controvérsia privada, mas de indícios alarmantes de exploração laboral e violência de gênero contra uma jovem em extrema vulnerabilidade”, afirmou a parlamentar.

A composição da comitiva ainda será definida pela presidência da comissão.

O que diz a investigação sobre a doméstica grávida agredida

Segundo o depoimento prestado por Samara Regina, as agressões aconteceram no dia 17 de abril, na residência onde trabalhava, em Paço do Lumiar.

A jovem afirmou que sofreu puxões de cabelo, socos e murros, ameaças de morte e agressões físicas enquanto tentava proteger a barriga. Samara está grávida de cinco meses.

Ainda conforme o relato, a ex-patroa a acusou de ter roubado um anel. O objeto foi encontrado posteriormente dentro de um cesto de roupas sujas, mas, segundo a vítima, as agressões continuaram mesmo após a joia ser localizada.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) classificou o caso como tortura agravada, além de lesão corporal, ameaça e calúnia.

Áudios da empresária foram anexados ao inquérito

Áudios atribuídos à empresária Carolina Sthela e obtidos pela TV Mirante foram anexados ao inquérito policial. Em uma das gravações, a mulher relata detalhes das agressões.

Segundo a Polícia Civil, os laudos periciais confirmaram que a voz registrada nas gravações é da empresária.

Nos áudios, Carolina afirma que contou com a ajuda de um policial militar durante as agressões contra a doméstica grávida.

Policiais militares também são investigados

Quatro policiais militares que atenderam a ocorrência passaram a ser investigados administrativamente. Eles foram afastados das atividades nas ruas.

A apuração foi aberta após a divulgação de áudios nos quais a empresária afirma que não teria sido presa em flagrante por conhecer um dos policiais envolvidos no atendimento.

Imagens de câmeras de segurança também passaram a integrar a investigação conduzida pela Polícia Civil do Maranhão.

Crimes investigados

Carolina Sthela e o policial militar Michael Bruno Lopes Santos são investigados pelos seguintes crimes:

  • tentativa de homicídio triplamente qualificado;
  • tortura;
  • cárcere privado;
  • injúria;
  • calúnia;
  • difamação.

Carolina Sthela está presa no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís. Já o policial militar permanece detido no Comando Geral da Polícia Militar do Maranhão.

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