TEERÃ – Os Estados Unidos bombardearam a cidade iraniana de Bandar Abbas na noite de terça-feira (25), em meio ao cessar-fogo firmado com o Irã e às negociações diplomáticas entre os dois países.
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O governo iraniano acusou Washington de violar a trégua e afirmou ter derrubado um drone militar norte-americano que teria invadido o espaço aéreo do país.
Ataque em Bandar Abbas
Em comunicado divulgado à imprensa norte-americana, o porta-voz do Comando Central das Forças Armadas dos EUA, Tim Hawkins, afirmou que os bombardeios atingiram locais de lançamento de mísseis e embarcações que colocavam minas na região do Estreito de Ormuz.
Bandar Abbas fica na área costeira próxima ao estreito, rota estratégica para o transporte mundial de petróleo.
As agências iranianas Irna e Mehr News Agency informaram que múltiplas explosões foram ouvidas em áreas costeiras da cidade.
Segundo os veículos, a situação na região permanece sob controle.
Resposta iraniana
Os militares norte-americanos alegaram que a ação foi realizada em “autodefesa” para proteger tropas dos EUA.
Em resposta, o Corpo da Guarda Revolucionária do Irã informou ter derrubado um drone MQ-9 Reaper dos Estados Unidos sobre o Golfo Pérsico.
O governo iraniano afirmou que qualquer nova violação do cessar-fogo receberá resposta severa.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã também divulgou nota criticando o ataque.
Segundo o comunicado, a ofensiva representa uma “flagrante violação do cessar-fogo” e demonstra “má-fé” do governo norte-americano durante as negociações em andamento.
Impasse diplomático
As negociações de paz entre os dois países seguem sem avanço após quase sete semanas de discussões.
O Irã exige a retirada das bases militares norte-americanas do Oriente Médio, o desbloqueio de recursos iranianos congelados no exterior e o fim das sanções econômicas.
Já os Estados Unidos cobram a entrega do urânio iraniano e a reabertura completa do Estreito de Ormuz.
O governo iraniano também resiste a negociar o programa nuclear do país neste momento e defende mudanças na gestão do estreito após o conflito.
Guerra regional
Segundo analistas, as justificativas relacionadas ao programa nuclear iraniano seriam apenas parte do conflito.
Para especialistas, a disputa também envolve interesses geopolíticos ligados à influência de Israel no Oriente Médio e à expansão econômica da China na região.
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