BARCELONA – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou neste sábado (18) líderes mundiais por guerras e afirmou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não tem direito de excluir a África do Sul do G20, durante evento internacional na Espanha.
A declaração foi feita na 4ª Reunião de Alto Nível do Fórum Democracia Sempre, que reúne chefes de Estado para discutir desafios globais e o fortalecimento das instituições democráticas.
Críticas a guerras
Durante o discurso, Lula criticou conflitos internacionais e afirmou que líderes não podem agir de forma unilateral.
“Nós não podemos levantar todo dia de manhã e dormir todo dia à noite com um tweet de um presidente da República ameaçando o mundo, fazendo guerra”, disse.
O presidente citou a guerra no Oriente Médio, mencionou investidas dos Estados Unidos contra o Irã e questionou os impactos dessas ações.
“O que não pode é o mundo gastando 2 trilhões e 700 bilhões de dólares em armas e o povo passando fome”, afirmou.
G20 e África do Sul
Lula também criticou a possibilidade de exclusão da África do Sul do G20, após declarações anteriores de Donald Trump.
“Vamos brigar, Ramaphosa, para você ir para o G20 nos Estados Unidos, porque o presidente americano não tem o direito de tirar você do G20”, disse, ao se referir ao presidente sul-africano Cyril Ramaphosa.
O presidente destacou que o grupo não pertence a um único país e que decisões sobre participação devem ser coletivas.
Críticas à ONU
O presidente brasileiro também lamentou o enfraquecimento da Organização das Nações Unidas (ONU) e defendeu maior participação dos países nas discussões internacionais.
“A ONU é um instrumento muito valioso se ela funcionar e ela precisa funcionar”, afirmou.
Lula sugeriu ainda a convocação de lideranças globais para discutir o que classificou como “destruição do multilateralismo”.
Contexto internacional
As declarações ocorrem em meio a tensões políticas internacionais e conflitos em diferentes regiões do mundo.
O Fórum Democracia Sempre foi criado em 2024 por iniciativa de líderes progressistas, entre eles Lula e o presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, com o objetivo de ampliar a articulação internacional em defesa da democracia.
A edição deste ano ocorre em um cenário de aumento das tensões globais, incluindo embates envolvendo os Estados Unidos e outros países.
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