MUNDO – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (17) que Israel está proibido de bombardear o Líbano. A medida ocorre após o início de um cessar-fogo de 10 dias na região.
A declaração de Trump proíbe Israel de atacar Líbano em um momento sensível do conflito e marca um posicionamento incomum dos EUA em relação ao principal aliado no Oriente Médio.
Segundo o presidente, a ordem deve ser respeitada integralmente durante o período de trégua, anunciado anteriormente como tentativa de reduzir a escalada militar.
Trump proíbe Israel de atacar Líbano após cessar-fogo
O anúncio de que Trump proíbe Israel de atacar Líbano foi feito por meio de rede social, em tom direto. A fala ocorre enquanto milhares de civis deslocados começam a retornar ao sul do território libanês.
Mesmo com a trégua, autoridades militares de ambos os lados mantêm cautela, diante da desconfiança sobre o cumprimento integral do acordo.
Retorno de civis marca início da trégua
Com o cessar-fogo em vigor, milhares de libaneses voltaram para áreas atingidas pelos bombardeios recentes, muitas delas com infraestrutura comprometida.
O movimento ocorre mesmo diante de alertas sobre riscos, já que:
- Há regiões ainda consideradas instáveis
- Estruturas foram destruídas durante os ataques
- Não há garantia de manutenção da trégua
Em alguns casos, moradores não sabem se suas casas permanecem intactas.
Divergências entre EUA e Israel aumentam tensão
A decisão em que Trump proíbe Israel de atacar Líbano evidenciou divergências com o governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.
Enquanto os EUA defendem a trégua como avanço diplomático, autoridades israelenses indicam que a ameaça do Hezbollah ainda persiste.
Integrantes do governo israelense afirmam que o país mantém operações estratégicas e não descarta novas ações caso considere necessário.
Pressão interna em Israel
A trégua também gerou críticas dentro de Israel. Lideranças políticas e locais questionam a interrupção das operações militares.
Entre os principais pontos levantados estão:
- Necessidade de eliminar a ameaça do Hezbollah
- Defesa de ações mais duras na fronteira norte
- Preocupação com a segurança da população local
A pressão interna aumenta o desafio do governo israelense em manter o acordo.
Cenário segue incerto
Apesar do cessar-fogo, especialistas avaliam que o conflito permanece instável. A decisão em que Trump proíbe Israel de atacar Líbano não elimina os riscos de novos confrontos.
A continuidade da trégua dependerá de fatores como:
- Cumprimento do acordo pelas partes
- Avanço de negociações diplomáticas
- Redução da presença militar nas áreas de conflito
Enquanto isso, a população civil segue enfrentando os impactos da guerra e da destruição recente.
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