Irã e EUA

Donald Trump amplia retórica contra Irã e minimiza alta do petróleo

Donald Trump defende intensificar ataques ao Irã, critica aliados e diz que alta do petróleo é temporária em meio ao conflito no Oriente Médio

Ipolítica, com informações da Agência Brasil

Trump amplia retórica contra Irã, defende ataques e minimiza alta do petróleo em meio à guerra com impactos no mercado internacional. (Daniel Torok/Fotos Públicas)

ESTADOS UNIDOS – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ampliou o tom ao falar do Irã e defendeu a intensificação da guerra durante pronunciamento nacional feito nesta quarta-feira (1º).

Na fala, ele afirmou que as forças americanas estão “desmantelando sistematicamente” a capacidade militar iraniana e que os objetivos estratégicos do conflito estariam próximos de serem alcançados.

Discurso reforça escalada militar

No pronunciamento de cerca de 20 minutos, Trump exaltou ações militares e disse que os ataques devem continuar nas próximas semanas, sem descartar negociações.

“Vamos atacar com extrema força nas próximas duas a três semanas. Vamos levá-los de volta à idade da pedra”, afirmou.

Segundo ele, a mudança de regime não era um objetivo inicial, mas teria ocorrido com a morte de lideranças iranianas.

Alvos e estratégia

Donald Trump afirmou que os próximos alvos podem incluir usinas de energia, destacando que os Estados Unidos não atingiram diretamente o setor de petróleo iraniano.

De acordo com o presidente, atacar esse setor comprometeria a reconstrução do país e reduziria as chances de negociação.

Estreito de Ormuz e impacto global

Apesar das declarações, o Estreito de Ormuz segue com acesso controlado pelo Irã, impactando o mercado internacional de energia.

A região é responsável por cerca de 20% do transporte global de petróleo.

Trump minimizou a dependência americana do local e afirmou que outros países devem liderar a proteção da rota.

Alta do petróleo é “temporária”

O presidente afirmou que o aumento no preço dos combustíveis nos Estados Unidos é passageiro e atribuiu a alta a ações do Irã na região.

“Muitos americanos têm se preocupado com o recente aumento no preço da gasolina. Esse aumento de curto prazo é resultado direto de ataques do regime iraniano”, disse.

Críticas a aliados e apoio regional

Donald Trump citou países aliados no Oriente Médio, como Israel, Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Bahrein, que têm sido atingidos por ações de retaliação do Irã.

Ele indicou que esses países também devem assumir responsabilidades na segurança regional.

Comparação com outras guerras

Para justificar a continuidade do conflito, Trump comparou a duração da atual guerra com outros conflitos envolvendo os Estados Unidos.

Ele afirmou que, após 32 dias de operação, o Irã já estaria enfraquecido e deixaria de representar uma ameaça relevante.

Silêncio sobre protestos

O presidente não mencionou manifestações recentes nos Estados Unidos contra a guerra.

Nos últimos dias, protestos reuniram milhares de pessoas em cidades como Nova York, Dallas, Filadélfia e Washington, criticando o envolvimento militar e políticas internas do governo.

Segundo pesquisas de opinião, o presidente enfrenta queda na aprovação, com cerca de um terço de apoio popular.

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