conflito no Irã

Trump diz que Putin pode estar ajudando o Irã e decisão dos EUA sobre petróleo russo gera críticas na Europa

Presidente americano afirmou que a Rússia pode estar colaborando “um pouco” com Teerã; flexibilização de sanções ao petróleo russo provocou reação de líderes europeus e da Ucrânia.

Ipolítica, com informações de O Globo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. (Daniel Torok/Fotos Públicas)

MUNDO - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (13) que acredita que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, pode estar ajudando o Irã “um pouco” em meio ao conflito envolvendo forças americanas, Israel e aliados no Oriente Médio.

A declaração foi feita durante entrevista à emissora Fox News. Trump também comentou que os Estados Unidos continuam prestando apoio à Ucrânia na guerra contra a Rússia.

Segundo o presidente americano, a cooperação entre os países em cenários de guerra é comum.

Acho que ele [Putin] pode estar ajudando um pouco, sim. Ele provavelmente acha que estamos ajudando a Ucrânia. Eles fazem isso, e nós fazemos isso”, afirmou Trump.

Reportagens da imprensa americana indicam que a Rússia poderia ter repassado informações militares ao governo iraniano sobre posições de forças dos EUA, o que ajudaria Teerã a direcionar ataques com mísseis e drones na região.

Suspeita de troca de informações militares

De acordo com o jornal The Wall Street Journal, autoridades americanas investigam se Moscou compartilhou coordenadas de navios e aeronaves militares dos Estados Unidos.

Esses dados poderiam ser utilizados pelo Irã para planejar ataques em diferentes pontos do Oriente Médio.

Apesar disso, o enviado especial dos EUA para a região, Steve Witkoff, afirmou que a Rússia garantiu não estar repassando informações de inteligência ao governo iraniano.

Trump também minimizou o impacto de uma possível colaboração russa no conflito.

Se estiverem ajudando, não estão fazendo um trabalho muito bom. O Irã não está indo muito bem”, declarou o presidente americano.

Decisão dos EUA sobre petróleo russo gera críticas

As declarações ocorreram após a Casa Branca anunciar uma flexibilização temporária das sanções ao petróleo russo. A medida permite que países comprem cargas do produto que já estejam em navios no mar.

Segundo o governo americano, a decisão busca conter a alta global dos preços do petróleo enquanto o conflito entra na terceira semana.

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou inicialmente que a medida seria temporária e limitada. Depois, reconheceu que o impacto econômico para Moscou pode ser inevitável.

O Kremlin reagiu positivamente à decisão. O enviado russo Kirill Dmitriev declarou que a medida demonstra que o petróleo da Rússia continua essencial para o equilíbrio do mercado global.

Europa e Ucrânia criticam flexibilização

A decisão americana provocou críticas de líderes europeus e do governo ucraniano.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que a flexibilização das sanções pode beneficiar o esforço de guerra russo.

Essa única flexibilização poderia fornecer à Rússia cerca de US$ 10 bilhões para a guerra. Certamente não ajuda a alcançar a paz”, disse Zelensky.

Em reunião em Paris com o presidente francês, Emmanuel Macron, o líder ucraniano reforçou a preocupação com o impacto da medida.

O presidente do Conselho Europeu, António Costa, também criticou a decisão em publicação nas redes sociais.

Segundo ele, manter a pressão econômica sobre Moscou é essencial para forçar negociações que levem ao fim da guerra na Ucrânia.

A decisão unilateral dos EUA de suspender as sanções às exportações de petróleo russo é muito preocupante”, afirmou Costa.

Contexto do conflito

Com capacidade limitada de satélites próprios, o Irã depende frequentemente de informações externas para obter dados de vigilância e imagens militares.

Nesse cenário, especialistas avaliam que imagens captadas por satélites russos poderiam ajudar o país a preencher lacunas em sua inteligência militar.

Enquanto isso, os confrontos no Oriente Médio continuam provocando destruição em diversas regiões iranianas, com centenas de mortos após dias de bombardeios.

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