Violência no Iraque mata mais de 200 em apenas 24 horas

Folha Online.

Atualizada em 27/03/2022 às 13h57

IRAQUE - Confrontos ocorridos nesta quarta-feira no Iraque aumentaram o número de mortos em episódios de violência no país para mais de 200 em cerca de 24 horas. Os enfrentamentos, ocorridos nesta manhã entre forças policiais iraquianas e supostos membros da rede terrorista Al Qaeda, mataram 14 pessoas.

Os enfrentamentos entre a polícia iraquiana e supostos membros da Al Qaeda, que duraram cerca de três horas, ocorreram em Buhriz, bairro da cidade de Baquba, 60 km ao noroeste de Bagdá. Dos mortos, oito seriam homens armados e os outros seis eram civis. Outras 20 pessoas ficaram feridas, segundo a polícia local.

Em outra ação violenta ocorrida hoje no país, um carro-bomba explodiu na cidade de Hilla, a cerca de 100 km ao sul de Bagdá, deixando 7 mortos e 7 feridos.

Os novos episódios de violência ocorrem apenas um dia depois da morte de 200 pessoas na explosão de cinco carros-bomba em uma área residencial onde vivem membros da minoria religiosa Yazidi. A ação, ocorrida entre as vilas de Qahtaniya e Al Jazeera, a oeste de Mossul, no norte do Iraque, também feriu cerca de 300.

O ataque é o segundo mais mortífero no Iraque desde a invansão do país, em março de 2003. O pior atentado registrado desde então ocorreu em novembro de 2006, quando a explosão de seis carros-bomba em diferentes áreas do país matou 215 pessoas e feriu outras 250.

Os EUA afirmaram hoje que suspeitam da ligação da rede terrorista Al Qaeda com os ataques suicidas na região Yazidi. De acordo com o Exército, "ainda é cedo" para atribuir a responsabilidade a algum grupo, mas a "proporção e a natureza coordenada dos atentados" aponta para uma possível ação da rede.

"Consideramos a rede Al Qaeda a principal suspeita", afirmou o porta-voz militar Christopher Garver. Os EUA condenaram os atentados, que qualificaram de "bárbaros".

Após as explosões, autoridades impuseram um toque de recolher em Sinjar, que fica próximo da fronteira com a Síria.

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