SÃO PAULO - Um de cada três mortos e desaparecidos no terremoto que acabou com a vida de dezenas de milhares de pessoas no sudeste asiático é de crianças e adolescentes, segundo os primeiros cálculos divulgados nesta segunda-feira pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).
Essa percentagem de vítimas menores de idade "deve aumentar gravemente", segundo comunicado divulgado em Paris, no qual a entidade explica que "as equipes do Unicef na área do oceano Índico estão avaliando os danos" provocados pelo maremoto que seguiu-se ao tremor, de grau 9 na escala Richter.
"Muitas crianças foram separadas de seus pais e os trabalhos de busca e reagrupamento com as famílias e comunidades precisam ser iniciados imediatamente", afirmou o organismo.
Segundo o Unicef, "as comunidades de pescadores, que já viviam abaixo da linha de pobreza, são as mais atingidas, assim como os milhares de povoados situados ao longo dos litorais dos países" sacudidos pela tragédia.
Os escritórios do Unicef na Indonésia, Malásia, Tailândia, Índia, nas Ilhas Maldivas e no Sri Lanka "estão trabalhando junto às autoridades locais e nacionais, assim como ao resto das agências das Nações Unidas para avaliar os danos e mobilizar ajuda imediata".
A ajuda de emergência fornecida pelo Unicef é a distribuição de sal e reidratação, assim como bolachas com proteínas, tabletes de purificação de água e abastecimento de água potável.
"A força do terremoto e sua vasta extensão geográfica são aterrorizadoras", disse a diretora-geral do Unicef, Carol Bellamy, no comunicado, no qual destacou que "centenas de milhares de crianças que moram na área correm grave perigo".
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