Mãe de crianças desaparecidas em Bacabal coletou DNA para identificar criança nos EUA
Material genético de Clarisse Cardoso será comparado com o de uma criança não identificada; mãe afirma estar confiante de que os filhos estão vivos.
MARANHÃO - A mãe dos irmãos Ágatha Isabelly e Allan Michael, desaparecidos em Bacabal desde janeiro de 2026, teve material genético coletado para possibilitar a comparação com o DNA de uma criança não identificada encontrada nos Estados Unidos. Em entrevista à TV Mirante, Clarice Cardoso afirmou estar confiante de que os filhos estão vivos e contou que reconheceu possíveis características de Allan na imagem da criança (Veja o vídeo acima).
“Eu tô me sentindo muito confiante. Até então tava tudo muito esquecido, e hoje eu tô muito confiante de que meus filhos possam ser encontrados vivos”, declarou.
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Ao Imirante, a Polícia Federal afirmou que a coleta de material genético foi realizada pelo Setor Técnico-Científico da instituição e será encaminhada nas próximas horas ao Instituto Nacional de Criminalística, em Brasília. No local, será feito o perfil genético da amostra, que será inserido no Banco Nacional de Perfis Genéticos e ficará disponível para possíveis comparações pela Interpol.
No entanto, a PF não comentou a hipótese de que a criança encontrada no exterior possa ser o menino maranhense desaparecido.
Mãe reconheceu possíveis características de Allan
Clarice Cardoso afirmou que nunca perdeu a esperança de reencontrar os filhos. Segundo ela, a imagem de uma criança encontrada nos Estados Unidos reacendeu a expectativa de que Allan possa estar entre os menores ainda não identificados.
“Eu sempre falei nas minhas entrevistas que o coração de mãe não engana, e o meu sempre fala que meus filhos estão vivos. Eu tenho essa fé que meus filhos vão ser encontrados, e o mais rápido possível”, disse.
Questionada sobre a fotografia de uma criança que aparece com tubos de oxigênio, Clarice Cardoso afirmou ter reconhecido características semelhantes às do filho.
“A feição, a cor... Não dá para ter muita certeza, mas cada característica da criança é igual à do Michael”, afirmou.
Apesar da semelhança, a mãe ressaltou que apenas o exame genético poderá confirmar a identidade. O material coletado será utilizado para o confronto com o DNA da criança encontrada nos Estados Unidos.
Exame pode confirmar ou descartar identidade
A coleta do material genético de Clarice Cardoso faz parte dos procedimentos adotados no âmbito da cooperação entre as autoridades brasileiras e a Interpol.
Segundo a defesa da família, existe um indicativo vindo dos Estados Unidos de que a criança possa ser Allan Michael. No entanto, a possibilidade ainda não foi confirmada oficialmente e depende do resultado do confronto genético.
A advogada Nathaly Moraes explicou que as fotografias não são suficientes para confirmar a identidade e que a análise genética será fundamental para esclarecer o caso (Veja o vídeo acima).
Advogada diz que Interpol fará confronto genético para identificar Allan.
Interpol auxilia nas buscas
A Interpol iniciou procedimentos para auxiliar na investigação sobre o desaparecimento dos irmãos. A medida foi discutida durante uma reunião realizada nesta quarta-feira (9), na sede da Polícia Federal, em São Luís, com a participação de Clarice e da advogada da família.
Segundo Nathaly Moraes, foram preenchidos formulários e dadas autorizações para que a organização possa auxiliar no cruzamento de informações e nas buscas internacionais.
A advogada informou ainda que os dados das crianças poderão ser inseridos nos sistemas de cooperação da Interpol, ampliando as possibilidades de localização caso elas sejam identificadas fora do Brasil.
Mãe diz que esperança foi renovada
Para Clarice, o avanço nas investigações renovou as forças para continuar procurando os filhos.
“Eu entreguei nas mãos de Deus e Ele vem me sustentando até aqui para lutar pelos meus filhos”, afirmou.
A mãe também falou sobre a ansiedade enquanto aguarda o resultado do exame e agradeceu às pessoas que ajudaram a dar visibilidade ao caso.
“Estou ansiosa e grata a cada um de vocês que me ajudaram a levar o mais longe possível o caso dos meus filhos. É só esperar que eu tenha meus filhos de volta comigo”, declarou.
Investigação sobre Ágatha segue outra linha
Sobre a possibilidade de Ágatha também estar nos Estados Unidos, Nathaly Moraes informou que existe outra linha de investigação relacionada ao possível paradeiro da menina.
Segundo a advogada, as informações não podem ser divulgadas neste momento para não prejudicar o andamento das buscas.
Até o momento, não há confirmação oficial de que Allan ou Ágatha tenham sido localizados.
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