Crianças desaparecidas

Cruzamento genético poderá identificar se Allan está entre crianças resgatadas nos EUA, diz advogada

Segundo a advogada Nathaly Moraes, há indícios de que os irmãos possam estar entre as crianças resgatadas nos EUA. Porém, apesar da PF confirmar a coleta de material genético, não comentou sobre a hipótese de ser a criança encontrada no exterior.

Anne Cascaes / Imirante.com

BACABAL - A advogada Nathaly Moraes, que representa a família de Ágatha e Allan, afirmou que a Interpol abriu um procedimento para auxiliar nas buscas pelos irmãos, desaparecidos em Bacabal, no Maranhão. Segundo ela, o órgão internacional vai atuar no cruzamento de informações e na tentativa de identificar uma criança que está nos Estados Unidos e que pode ser Allan Michael, um dos irmãos desaparecidos.

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O que será feito?

De acordo com a advogada, será realizado um confronto genético entre o material da mãe das crianças, Clarice, e o perfil genético da criança não identificada que está nos Estados Unidos. O resultado do exame poderá confirmar ou descartar a possibilidade de que se trate de Allan.

Após coleta, o resultado do exame poderá confirmar ou descartar a possibilidade de que se trate de Allan. (Foto: reprodução)

A coleta do material genético da mãe foi uma das medidas tratadas durante uma reunião na Polícia Federal. Nathaly explicou que, para que a Interpol possa dar andamento aos procedimentos, ela e Clarice precisaram preencher formulários e fornecer autorizações.

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Indício surgiu nos Estados Unidos

Questionada sobre a existência de algum indicativo de que a criança encontrada nos Estados Unidos possa ser Allan, a advogada afirmou que há um indício vindo de lá.

“Há um indicativo e um indício vindo de lá, dos Estados Unidos. Qual o grande X da questão? Os filhos de Clarice, eles nunca tiraram identidade. Então, não havia, na base de dados digitais, nenhum dado relativo às crianças”, explica a advogada. 

Dificuldade enfrentadas por ausência de RG das crianças

Segundo Nathaly, os filhos de Clarice nunca tiveram documentos de identidade, o que significa que não havia dados das crianças registrados em bases digitais. Ela explicou que essa ausência também dificulta a identificação de crianças encontradas sem documentação nos Estados Unidos.

“A própria Polícia Federal nos informou que o nome das crianças não havia ido para o setor, para a divisão amarela e nem para a divisão azul, porque a Polícia Civil não havia respondido as solicitações da Interpol. Por isso que, agora, a Interpol está nos auxiliando para colocar tanto na divisão amarela quanto na azul”, afirmou a advogada. 

Ou seja, segundo a advogada, a Polícia Civil teria realizado anteriormente uma coleta de material genético na casa de Clarice. Esse material, entretanto, não teria sido disponibilizado em bancos de dados para o cruzamento de informações.

Interpol passa a auxiliar nas buscas

Nathaly afirmou que, com a abertura do procedimento, a Interpol passa a fazer a ponte entre as informações relacionadas ao caso e seus bancos de dados internacionais.

Segundo ela, a família forneceu as autorizações necessárias para que o órgão possa incluir as informações nas chamadas divisões amarela e azul da Interpol. A advogada afirmou que a medida amplia a possibilidade de cruzamento de dados em outros países.

“A partir de agora a Interpol está nos auxiliando, porque até então, nós estávamos sozinhos. Agora, nós temos um apoio muito grande. A partir do momento que a Interpol diz ‘nós vamos colocar essas informações no banco de dados, e a gente tem acesso a 197 países e a gente consegue cruzar as informações de pessoas que tentarem passar as fronteiras’, então agora a gente se sente muito mais confiante”, diz Nathaly Moraes.

A família agora aguarda informações sobre quando o material genético será coletado e quando o confronto poderá ser realizado.

Fotos da criança que está nos Estados Unidos também foram encaminhadas, mas, conforme explicou Nathaly, a identificação não será feita apenas por comparação de imagens. “Precisa ter um perfil genético”, disse.

Outra linha de investigação sobre Ágatha

Em relação a Ágatha, a advogada afirmou que existe uma segunda linha de investigação que aponta para a possível localização da menina em outro local.

Nathaly, porém, não detalhou essa informação. Segundo ela, os dados não podem ser divulgados neste momento para não prejudicar as investigações.

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