MARANHÃO - Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) aumentaram entre crianças menores de dois anos nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste. A informação consta no mais recente Boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
Segundo o levantamento, o avanço é impulsionado principalmente pelo aumento das hospitalizações causadas pelo vírus sincicial respiratório (VSR) nessa faixa etária.
A pesquisadora do InfoGripe e do Programa de Computação Científica (Procc/Fiocruz), Tatiana Portella, explica que o VSR é uma das principais causas de bronquiolite e destaca a importância da vacinação.
“É essencial que gestantes a partir da 28ª semana tomem a vacina contra o vírus para que seus bebês fiquem protegidos nos primeiros meses de vida”, orienta.
No cenário nacional, os casos de SRAG apresentam estabilidade na tendência de curto e de longo prazo.
Cenário no Maranhão
Segundo o boletim, o Maranhão está entre os estados onde houve um aumento das ocorrências relacionadas ao VSR. Os estados que contam na lista de aumentos estão todo o Centro-Oeste e em parte do Sudeste — São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo — além de diversos estados do Norte — Acre, Pará, Tocantins e Roraima — e do Nordeste — Maranhão, Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia.
Já em relação à casos de SRAG associados influenza A, o Maranhão consta na lista de estados com números em queda. No Nordeste, estados como Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte, Bahia e Pernambuco compõem a lista
Diante desse cenário, Tatiana reforça a importância da vacinação para os grupos prioritários, como crianças de até seis anos e idosos.
“Com o aumento das hospitalizações por influenza A em diversos estados do país, é fundamental que a população prioritária que ainda não se vacinou procure um posto de saúde o quanto antes para receber a dose anual da vacina”, recomenda.
Já os casos graves por Covid-19 seguem em níveis baixos no Brasil.
Prevalência dos vírus
Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a distribuição dos vírus entre os casos positivos de SRAG foi a seguinte:
- 32,2% de influenza A
- 2,4% de influenza B
- 26,3% de VSR
- 33% de rinovírus
- 5,5% de Sars-CoV-2 (Covid-19)
Entre os óbitos, a presença dos mesmos agentes foi:
- 40,8% de influenza A
- 4,1% de influenza B
- 5,3% de VSR
- 26,9% de rinovírus
- 23,3% de Sars-CoV-2 (Covid-19)
O levantamento do InfoGripe tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe, atualizados até 11 de abril, e é referente à Semana Epidemiológica (SE) 14.
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