MARANHÃO - Dez dos 47 maranhenses envolvidos no acidente com um ônibus de trabalhadores rurais na BR-153, no interior de São Paulo, chegaram ao Maranhão na madrugada deste domingo (22). Eles seguiram para seus municípios de origem ao longo da manhã.
Segundo o Governo do Estado, quatro sobreviventes retornaram para Imperatriz, dois para Presidente Médici, dois para Santa Luzia do Paruá, um para Maranhãozinho e um para Zé Doca. Ao todo, 47 vítimas foram identificadas, sendo seis mortes no local e uma durante a internação.
Após a chegada ao estado, o reencontro de um dos sobreviventes com a mãe emocionou familiares em Presidente Médici. Em vídeo divulgado nas redes sociais pelo coronel do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão, Célio Roberto, é possível ver mãe e filho chorando no momento em que o jovem retorna para casa.
Governo mantém equipe de apoio em São Paulo
A Secretaria de Estado do Desenvolvimento Social informou que uma equipe multidisciplinar permanece em Marília (SP) prestando apoio aos maranhenses que ainda estão internados ou em recuperação após terem alta. Assistentes sociais acompanham o processo e orientam vítimas e familiares.
De acordo com a última atualização do governo estadual, 15 vítimas seguem internadas, seis estão acolhidas em Marília, sete foram liberadas e duas ainda não foram localizadas.
Vítimas receberam homenagens em municípios do Maranhão
Os corpos dos sete maranhenses mortos no acidente chegaram ao estado na quinta-feira (19). Seis vítimas desembarcaram em Santa Luzia do Paruá pela manhã, e a sétima chegou à noite. Todos já foram sepultados.
Entre as vítimas de Imperatriz estavam Gonçalo Lisboa, de 33 anos, e Santana Oliveira, de 30, velados na sede da Associação dos Lavradores e Moradores da Vila Conceição II. Gonçalo foi sepultado ainda na quinta-feira, e Santana, na sexta-feira (20).
Outras quatro vítimas foram levadas para Presidente Médici, onde receberam homenagens em um ginásio municipal:
Edilson da Silva Lima, 43 anos
Antônio da Silva Nascimento, 47 anos
José Milton Ribeiro Reis, 49 anos
Robson Rodrigues Alexandrino, 25 anos
O corpo de Raimundo Nonato Sousa da Silva, de 41 anos, foi encaminhado para Araguanã, onde também foi sepultado.
Acidente ocorreu durante viagem para colheita em Santa Catarina
O tombamento ocorreu na madrugada de segunda-feira (16), na Rodovia Transbrasiliana (BR-153), entre Ocauçu e Marília, no interior de São Paulo.
O ônibus transportava trabalhadores rurais do Maranhão para Santa Catarina, onde atuariam na colheita de maçãs. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, o pneu do veículo estourou, o motorista perdeu o controle e o ônibus saiu da pista. Outras 45 pessoas ficaram feridas.
Dos 45 feridos, 26 foram socorridos pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, 12 pelo policiamento da área, seis pelo Corpo de Bombeiros e um pela ambulância da concessionária.
Viagem era irregular e sem autorização da ANTT
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, o ônibus não possuía autorização da Agência Nacional de Transportes Terrestres para realizar fretamento interestadual.
A empresa responsável pelo transporte é do Maranhão e enviou um representante no momento do registro da ocorrência. Em nota, a Secretaria de Segurança Pública informou que a empresa será investigada e poderá ser responsabilizada pelas irregularidades e pela precariedade do veículo.
O Ministério Público do Trabalho acionou a Polícia Civil para acompanhar as investigações. Segundo a delegada responsável pelo caso, um auditor fiscal entrou em contato após identificar indícios de infrações trabalhistas na contratação das vítimas.
“A questão da autorização para fazer a viagem e outras responsabilidades da empresa serão apuradas no inquérito policial posteriormente”, afirmou a delegada Renata Yumi.
Motorista foi preso e responderá por homicídio
O motorista Claudemir Moraes Moura foi preso em flagrante e será investigado por homicídio e lesão corporal na direção de veículo automotor. Ele também ficou ferido no acidente e permanece internado sob escolta policial no Hospital das Clínicas.
A audiência de custódia deve ocorrer após a alta médica. Além dele, outro motorista realizava o revezamento durante a viagem de longa distância. A defesa do condutor ainda não se manifestou.
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