Fevereiro Roxo

Fapema apoia pesquisa que fortalece o enfrentamento da fibromialgia no Maranhão

O estudo, apoiado pela Fapema, aponta que fatores como otimismo e espiritualidade podem reduzir significativamente o impacto da fibromialgia na vida das pessoas que convivem com a doença.

Imirante.com

O autor da pesquisa, Lucas Brito, e seu orientador, João Batista Santos. (Foto: Divulgação)

MARANHÃO - No mês em que o Brasil se une na campanha Fevereiro Roxo, dedicada à conscientização sobre doenças crônicas como a fibromialgia, uma pesquisa desenvolvida no Maranhão ganha destaque por trazer novas perspectivas sobre o cuidado integral aos pacientes. O estudo, apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema), aponta que fatores como otimismo e espiritualidade podem reduzir significativamente o impacto da fibromialgia na vida das pessoas que convivem com a doença.

Realizada no ambulatório de dor crônica da Casa da Dor, ligada ao Hospital Universitário da Universidade Federal do Maranhão (HU-UFMA), a pesquisa contribui diretamente para o estado ao ampliar o conhecimento científico local, fortalecer estratégias de cuidado não medicamentoso e dar visibilidade a uma condição ainda subdiagnosticada e muitas vezes invisibilizada.

Intitulada “Análise da associação entre o impacto da fibromialgia com o coping espiritual e otimismo em pacientes do ambulatório de dor crônica do HU-UFMA”, a pesquisa é de autoria do médico e pesquisador Lucas Soares Brito.

A fibromialgia é caracterizada por dor crônica generalizada, fadiga, distúrbios do sono, além de dificuldades de memória e concentração, afetando majoritariamente mulheres e impactando profundamente a qualidade de vida. Segundo Lucas Brito, o estudo revelou uma associação importante entre o estado emocional das pacientes e a intensidade da doença.

"Encontramos que há uma forte correlação entre o otimismo e o impacto da fibromialgia. Quanto maior um, menor o outro. Ou seja, é possível que quanto mais otimista a paciente seja, menor seja o impacto da doença. O caminho inverso também é igualmente provável: quanto menor o impacto da doença na vida da pessoa, mais otimista ela fica", explica o pesquisador.

A investigação utilizou questionários internacionais validados, aplicados diretamente às pacientes atendidas no ambulatório, permitindo mensurar aspectos subjetivos como espiritualidade, otimismo e qualidade de vida, além do impacto da fibromialgia.

Para o orientador da pesquisa, professor doutor João Batista Santos Garcia, docente titular da UFMA, o estudo reforça a necessidade de ampliar o olhar sobre o tratamento da dor crônica. “Essa pesquisa mostra que o cuidado com o paciente não pode se limitar apenas ao uso de medicamentos. Aspectos emocionais, sociais e espirituais precisam ser considerados, especialmente em doenças complexas como a fibromialgia”, destaca o orientador.

O trabalho também evidencia o papel estratégico da Fapema no fortalecimento da ciência maranhense. O apoio financeiro possibilitou desde a logística da coleta de dados até a viabilização do estudo, além de incentivar a continuidade da linha de pesquisa.“A Fapema foi fundamental em toda essa trajetória. Pesquisa exige recursos, e mesmo estudos transversais têm custos. Além disso, o apoio da Fundação estimula o desenvolvimento de pesquisas maiores no futuro, que possam acompanhar essas pacientes ao longo do tempo e aprofundar ainda mais os resultados”, ressalta Lucas Brito.

Durante o Fevereiro Roxo, a pesquisa ganha ainda mais relevância ao dialogar diretamente com a campanha de conscientização, reforçando que a fibromialgia exige não apenas diagnóstico e tratamento médico, mas também empatia, informação e políticas públicas baseadas em evidências científicas.“É compromisso da Fapema apoiar iniciativas como essa que tem impacto na saúde e na qualidade de vida da população maranhense, mostrando que investir em ciência é também investir em cuidado e inclusão”, destaca o presidente da Fapema, Nordman Wall.

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