SÃO LUÍS – Uma doença silenciosa, que leva à morte em 10% a 15% dos casos, antes que haja atendimento médico: assim é o aneurisma cerebral, que requer cuidados redobrados. Trata-se de uma dilatação anormal causada pelo enfraquecimento da parede das artérias cerebrais.
"O maior risco desse aneurisma é o rompimento, é o sangramento para dentro do cérebro", explica o neurocirurgião Bráulio Galdino, em entrevista ao Imirante.com – ouça na íntegra. As causas que levam ao quadro de aneurisma cerebral podem ser as mais diversas. "É uma doença que tem várias causas, com várias pré-disposições e doenças que podem levar ao enfraquecimento dos vasos. Pode ser congênita, genética, como, também, hipertensão arterial, tabagismo, uso de drogas – principalmente, a cocaína. Algumas doenças como a síndrome dos rins policísticos, também; e doenças do colágeno, hematológicas", diz.
O principal problema é que o aneurisma, em geral, não possui sintomas visíveis. Quem sofre com a doença relata uma cefaleia súbita, ou seja, a mais forte dor de cabeça que o paciente acredita ter sentido na vida. Durante a crise, pode haver náuseas, vômitos e perda de consciência. "O aneurisma em si, quando ele não sangra, a sintomatologia é muito pobre, a não ser que ela esteja comprimindo alguma estrutura nervosa que leve a alguma dor, a paralisia de um nervo. O que é mais catastrófico para o cérebro é quando o aneurisma rompe, que ele jorra, ele inunda o cérebro de sangue", esclarece Galdino.
O tempo para a assistência médica é curto: daí a importância de se identificar, imediatamente, o problema. Em 60% dos casos, os pacientes voltam às atividades normais; já em 40%, os pacientes ficam com sequelas – inclusive graves –, como a falta de movimento nos membros superiores ou inferiores, alterações na fala, psicológicas ou visuais.
Para prevenir o quadro, o especialista recomenda que se evitem os alimentos que elevem o colesterol ou levem o aumento da pressão arterial. Pessoas com histórico familiar devem submeter-se a uma investigação completa: exames de angiorressonância, angiotomografia, angiografia e arteriografia. O tratamento da doença é neurocirúrgico.
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