Aneurisma cerebral

Dor de cabeça súbita pode ser sinal de aneurisma cerebral

Trata-se de uma doença silenciosa, que requer cuidados redobrados.

Maurício Araya / Imirante.com

Atualizada em 27/03/2022 às 11h51
(Marcos Santos / USP Imagens)

SÃO LUÍS – Uma doença silenciosa, que leva à morte em 10% a 15% dos casos, antes que haja atendimento médico: assim é o aneurisma cerebral, que requer cuidados redobrados. Trata-se de uma dilatação anormal causada pelo enfraquecimento da parede das artérias cerebrais.

"O maior risco desse aneurisma é o rompimento, é o sangramento para dentro do cérebro", explica o neurocirurgião Bráulio Galdino, em entrevista ao Imirante.comouça na íntegra. As causas que levam ao quadro de aneurisma cerebral podem ser as mais diversas. "É uma doença que tem várias causas, com várias pré-disposições e doenças que podem levar ao enfraquecimento dos vasos. Pode ser congênita, genética, como, também, hipertensão arterial, tabagismo, uso de drogas – principalmente, a cocaína. Algumas doenças como a síndrome dos rins policísticos, também; e doenças do colágeno, hematológicas", diz.

O principal problema é que o aneurisma, em geral, não possui sintomas visíveis. Quem sofre com a doença relata uma cefaleia súbita, ou seja, a mais forte dor de cabeça que o paciente acredita ter sentido na vida. Durante a crise, pode haver náuseas, vômitos e perda de consciência. "O aneurisma em si, quando ele não sangra, a sintomatologia é muito pobre, a não ser que ela esteja comprimindo alguma estrutura nervosa que leve a alguma dor, a paralisia de um nervo. O que é mais catastrófico para o cérebro é quando o aneurisma rompe, que ele jorra, ele inunda o cérebro de sangue", esclarece Galdino.

O tempo para a assistência médica é curto: daí a importância de se identificar, imediatamente, o problema. Em 60% dos casos, os pacientes voltam às atividades normais; já em 40%, os pacientes ficam com sequelas – inclusive graves –, como a falta de movimento nos membros superiores ou inferiores, alterações na fala, psicológicas ou visuais.

Para prevenir o quadro, o especialista recomenda que se evitem os alimentos que elevem o colesterol ou levem o aumento da pressão arterial. Pessoas com histórico familiar devem submeter-se a uma investigação completa: exames de angiorressonância, angiotomografia, angiografia e arteriografia. O tratamento da doença é neurocirúrgico.

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