Fernando Sarney

Advogado de Fernando diz que investigações foram conduzidas de forma unilateral

Blog de Décio Sá

Atualizada em 27/03/2022 às 13h13

SÃO LUÍS - Em nota distribuída ontem o advogado Eduardo Ferrão, que defende Fernando Sarney, acusa a Polícia Federal de conduzir as investigações contra o empresário de forma unilateral. Segundo Ferrão, seu cliente só teve acesso a elas por determinação judicial. Todas as pessoas que prestaram depoimento no caso são informadas antes que já estão ou não indiciadas. Ou seja, o depoimento de defesa na maioria dos casos é apenas mera peça decorativa no processo. “As investigações já realizadas operaram-se unilateralmente. Embora frequentemente divulgadas pela imprensa, o investigado somente a elas teve acesso por determinação judicial”, disse o advogado.

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Fernando Sarney prestou esclarecimentos quarta-feira, durante quatro horas e meia, na Superintendência da PF em São Luís. Ele foi ouvido pelo delegado federal Márcio Anselmo, de Brasília, em relação a três investigações: violação de sigilo funcional, comandar a empresa Marafolia Produções e operar instituição financeira sem autorização do Banco Central - no caso a São Luís Factoring. Três funcionários do Sistema Mirante, a presidente da empresa Teresa Sarney e sócios do Marafolia também já prestaram depoimento.

Explicações

Em relação à primeira acusação, o delegado Márcio Anselmo também ouviu anteontem o agente federal Aluísio Mendes, chefe do setor de inteligência da Secretaria de Segurança do Maranhão. O policial é acusado de passar informações privilegiadas a Fernando Sarney sobre a investigação iniciada em 2006. Durante o depoimento, ele conseguiu provar sua inocência. Por conta disso, não foi indiciado pelo delegado. Aluísio Mendes explicou que está fora da PF há 20 anos e por isso não teria como passar informações reservadas do órgão.

Grampos telefônicos feitos pela PF captaram uma conversa do policial com o empresário, presidente do Conselho de Administração do Sistema Mirante. Ele explicou que, ao receber a ligação de Fernando Sarney, mentiu dizendo saber da história que ele lhe relatava por estar próximo a várias pessoas. Queria apenas encurtar a conversa. O número que o policial informa ao empresário durante o telefonema era na verdade os primeiros dígitos de seu CPF. Ontem, vários órgãos de imprensa nacional anunciaram o indiciamento do agente, o que não ocorreu.

Marafolia

Em relação a uma suposta ligação com a empresa Marafolia, Fernando Sarney explicou que a firma é apenas parceira comercial do Sistema Mirante, daí a constante ilação feita principalmente por adversários políticos no Maranhão.

Sobre a São Luís Factoring, o empresário contou, segundo seus advogados, que a firma foi constituída apenas para operar com as empresas do Sistema Mirante (O Estado do Maranhão, TVs e Rádios Mirante) com objetivo de resolver problemas de obtenção de crédito junto a outras instituições financeiras e factorings. O fato de a firma ter o mesmo endereço do Sistema Mirante comprova justamente isso. Ela comercializa apenas títulos entre as empresas do grupo. A contabilidade da São Luís Factoring mostra não ter havido nenhuma operação ilegal.

Os advogados informaram terem orientado Fernando Sarney a não dar declarações à imprensa porque a investigação tramita em segredo de Justiça. Segundo eles, durante o depoimento do empresário não foram tratadas questões relativas ao setor elétrico e às eleições de 2006 no Maranhão.

(Com informações de O Estado do Maranhão)

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