ARARI - Arari A cheia do rio Mearim tem trazido transtornos para famílias ribeirinhas em Arari. No povoado Santo Antônio, moradores estão sendo obrigados a abandonar suas casas devido às constantes enchentes, que destroem móveis e até paredes.
Francisca de Assis Martins, moradora do povoado Santo Antônio há 10 anos, teve que deixar a casa por causa da enchente do Mearim. “Já guardei os móveis na casa de uma vizinha, pois a água estava estragando tudo. As paredes já começaram a cair e acho que vamos ter que levantar a casa novamente”, avaliou a moradora.
Ela enfatizou que todos os anos sofre com o problema causado pelas enchentes por não ter outro lugar para morar. “Fica difícil sair daqui, pois eu não trabalho e meu marido vive de pequenos serviços. Se a gente pudesse, compraria um terreno em outro lugar”, explicou Francisca Martins.
O pescador José Luís Costa tem dificuldades até para entrar na sua casa quando o nível da água do rio Mearim se eleva por causa da variação da maré. “É difícil morar aqui, mas não tem outro jeito, já que não tenho outro lugar para ir. Toda vez que a maré sobe, quando o rio está cheio, alaga a casa e estraga os móveis”, descreveu o pescador.
TRANSTORNOS
O transbordamento do rio Mearim também causa transtornos para moradores do centro de Arari, especialmente no bairro Cruzeiro, e no conjunto residencial Habitar Brasil, visto que, quando o nível da água se eleva, invade ruas, quintais e terraços das casas. O mesmo se repete nas ruas do Cemitério e do Matadouro, também no centro de Arari.
Sebastião Costa da Silva, morador da rua da Melancia, no Habitar Brasil, disse que a cheia deste ano está maior. “Moro aqui há seis anos, mas nunca o Mearim havia enchido tanto. Já estou pensando seriamente em sair daqui”, afirmou o morador.
Devido à proximidade com o mar, o trecho do rio Mearim que passa por Arari sofre influência direta das marés, aumentando ainda mais o nível das águas.
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