DUQUE BACELAR - A dona-de-casa Francenilde dos Anjos juntou tudo o que conseguiu salvar da mobília e eletrodomésticos de sua casa e se mudou para a de uma cunhada. A residência dela é uma das dezenas que foram invadidas pela água do rio Parnaíba, em Duque Bacelar. Muitos imóveis estão embaixo d’água no município, que fica a poucos quilômetros de Coelho Neto. Produtores rurais estão desesperados com as perdas de suas culturas e de animais.
Transportar pessoas, móveis e animais dos locais mais afetados pela água só é possível com a ajuda de canoas. Nos lugares mais baixos, onde a água subiu rapidamente, as casas, em sua maioria de taipa, ficaram debaixo da água. Quem precisa deixar seus imóveis, a ajuda vem da Prefeitura e de moradores, que estão se solidarizando com a situação das vitimas das enchentes.
Para algumas pessoas, está difícil, inclusive, transportar animais. O criador Sebastião de Araújo foi obrigado a abater as duas vacas que tinha porque não tinha como salvá-las da água. “Não tinha como carregar os animais no barco. O jeito foi abater. Era delas que eu tirava parte do sustento da família, vendendo o leite. É um prejuízo grande para nós. A chuva não deu trégua e a água do rio não parou de subir”, comenta.
Era da lavoura inundada que o agricultor João Gabriel Rodrigues também tirava seu sustento. A plantação de arroz, milho e hortaliça está debaixo da água. O investimento na agricultura só foi possível por causa de um empréstimo feito no banco. Ele disse que está desesperado, pois, além de não ter como sustentar a família neste período, ainda terá que pagar o empréstimo, mesmo com a lavoura perdida.
“Dói ver todo o nosso dinheiro debaixo da água, mas acho que mais importante é que família estar bem. O jeito vai ser ir no banco negociar e começar tudo de novo, quando a água baixar”, adianta o agricultor.
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