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Crime em Humberto de Campos na mira do MP

O caso foi denunciado no dia 26 de dezembro do ano passado.

Atualizada em 27/03/2022 às 13h46

SÃO LUÍS - O Ministério Público Estadual (MPE) promete apurar em que condições foi utilizado um veículo Toyota Bandeirantes, de cor branca, de placas HOO-7419, de propriedade da Prefeitura de Humberto de Campos, que teria sido usado pelo servidor municipal Marinaldo dos Santos Escórcio, pelo motorista Werberth da Silva, pelos lavradores José Damião da Silva Teixeira e Francinaldo da Silva, além de um homem identificado apenas por Leilson, filho de Zé Grosso, acusados de tentar assaltar o empresário Luís Carlos Ramos dos Santos e assassinar o caseiro Afonso Carlos Pinheiro Silva, que residia na chácara do empresário. A acareação entre os envolvidos está prevista para hoje, na Comarca do município.

O caso foi denunciado no dia 26 de dezembro do ano passado pelo promotor de Justiça Pablo Bogéa Pereira Santos, da Comarca de Humberto de Campos, ao constatar a participação de todos os envolvidos na trama. De acordo com o promotor, tanto o funcionário público Marinaldo Escórcio como o lavrador Francinaldo Silva trabalharam como empregados para o empresário Luís Carlos Ramos Santos, sendo que o servidor num supermercado do empresário e o outro, numa chácara do mesmo.

Segundo o promotor Pablo Bogéa, tudo teria começado após Marinaldo Escórcio ter sido demitido do supermercado do empresário, sob acusação de participar do desaparecimento de dinheiro e mercadorias do estabelecimento. Já o lavrador Francivaldo Silva havia sido demitido da chácara sem que o empresário tivesse lhe pago a verba referente a seus direitos trabalhistas.

No entendimento do promotor de Justiça, as demissões nutriram certo sentimento de vingança em relação a Luís Carlos. Pablo Bogéa ressalta que os acusados partiram para concretizar um plano de assaltar a chácara do empresário juntamente com Weberth Silva, José Damião Teixeira e Leilson.

“O plano de atuação foi concebido após os denunciados Marinaldo Escórcio e Francinaldo Silva fornecerem os detalhes da rotina do empresário, tais como fluxo de caixa do supermercado e o local em que ele guardava o dinheiro, tendo sido definida a madrugada do dia 6 de outubro de 2007 para a execução do crime”, informou o promotor de Justiça.

Pablo Bogéa destacou que um dia antes, por volta das 18h30, o empresário teria saído de sua chácara para levar o sogro até a cidade de Primeira Cruz, tendo ficado no local, apenas outras quzatro pessoas. “No dia marcado para o crime os denunciados se dirigiram até a chácara no veículo Toyota da Prefeitura de Humberto de Campos, tendo o carro sido conduzido por Werberth Silva”, declarou o promotor.

Ele acrescentou que os homens ao chegar no local os homens passaram a gritar para as pessoas que estavam na chácara para que abrissem a porta. “Afonso Carlos Pinheiro, pensando se tratar do empresário abriu a porta da residência, quando se deparou com os acusados. Eliane Santos foi a única que pulou da janela de um dos quartos da casa e se escondeu no mato”, afirmou na denúncia o promotor de Justiça.

Pablo Bogéa relatou que Afonso Silva ainda chegou a desferir um golpe com uma barra de ferro em um dos suspeitos, mas foi ferido com um golpe de facão no abdômen por Leilson, rendendo e amarrando os demais integrantes da chácara.

Ao perceberem que o empresário não estava na casa, os acusados se apoderaram de um aparelho celular Motorola, R$ 370,00, duas furadeiras, duas lixadeiras marca Bosch e uma bomba hidráulica, um aparelho de som, além de dois relógios e um cordão. Em decorrência dos ferimentos, Afonso Silva foi transferido para São Luís, onde veio a falecer dias depois do incidente.

O promotor Pablo Bogéa afirmou que os suspeitos denunciados foram interrogados, mas negaram a autoria do delito, sendo que o denunciadoLeilson , filho de Zé Grosso, encontra-se foragido desde a noite do crime. Apesar disso, para o promotor as testemunhas ouvidas forneceram elementos suficientes para elucidação do caso.

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