SÃO LUÍS - A comarca de Bacabal dá início nesta terça-feira, 23, a experiência inédita no Judiciário maranhense. A partir de amanhã, quinze adolescentes em situação de risco passam a desenvolver atividades no Fórum, durante dois meses, em sistema de estágio. Após esse período de trabalho e avaliação, eles ganham oportunidade do primeiro emprego em empresas da região. Os adolescentes têm entre 14 e 16 anos e origem comum: são moradores de área onde a criminalidade é uma constante.
Autor do projeto Estágio Pró-Cidadania, o juiz da 1ª Vara de Bacabal e diretor do Fórum da comarca, Osmar Gomes dos Santos, acredita que a proposta promoverá a inclusão social e o resgate da auto-estima dos menores aprendizes, e será também relevante na prevenção da criminalidade. Na manhã desta segunda-feira, ele se reúne com os menores, pais, empresários e dirigentes do projeto “Vamos Criança!” para definir detalhes práticos do estágio e da participação dos adolescentes no trabalho.
A escolha dos estagiários foi intencional. Todos vivem no bairro Novo Bacabal, área de maior incidência da criminalidade infanto-juvenil no município, e integram o “Vamos Criança!”. Além do Novo Bacabal, o projeto atende o bairro Alto da Assunção, onde assiste a 150 crianças e adolescentes em situação de risco. “Os menores do Estágio Pró-Cidadania não são infratores”, reforça o juiz. Ele diz que há interesse de várias empresas parceiras do projeto em contratá-los futuramente.
Nos dois meses de experiência, os menores do Estágio Pró-Cidadania irão atuar em diversos setores do Fórum, de segunda a sexta-feira, das 8 às 11 horas. Às terças e quintas, eles terão palestras e orientação de psicólogos, pedagogos, magistrados e membros do Ministério Público, quando passam a conhecer noções de Cidadania e de Direitos e Deveres, entre outros assuntos. O estágio não será remunerado.
O juiz Osmar Gomes dos Santos acredita no completo êxito do projeto Pró-Cidadania, a começar importância do estágio e do primeiro emprego. Há outro aspecto a considerar. Os menores e suas famílias têm consciência de quem cometer falta grave, dentro ou fora do estágio, perderá direito ao benefício.
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