Via de acesso à Tufilândia está cortada

O Estado do Maranhão

Atualizada em 27/03/2022 às 14h03

TUFILÂNDIA - O vereador de Tufilândia, Carlos Magno dos Remédios, está requerendo ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) a cópia de dois convênios assinados entre a Prefeitura e as secretarias de Estado de Infra-Estrutura e da Saúde. No primeiro convênio, firmado em 2006, o Município receberia R$ 199.424,59 referentes a serviços de melhoramento de acesso à sede, com extensão de 25,63 quilômetros. Nada foi feito. Tufilândia se encontra isolado, pois a estrada está intransitável.

O segundo convênio, também firmado ano passado, segundo o vereador, beneficiaria a população com 50 unidades sanitárias. Para tanto, foi disponibilizado R$ 75.000,00. “Nenhuma fossa séptica foi instalada em Tufilândia”, destaca Carlos Magno, acrescentando que recorreu ao TCE porque a Câmara Municipal não dispõe das informações solicitadas pelo parlamentar.

“Precisamos saber o que foi feito destes recursos destinados à recuperação da estrada que liga o município a Água Bela, povoado próximo à BR-222 e conseqüentemente ao Maranhão. Tufilândia está isolada e tendo prejuízos”, afirma o parlamentar. Ele conta que a via está intrafegável.

SACRIFÍCIO

É um sacrifício chegar no município, pois cerca de 26 quilômetros têm que ser percorridos a pé. Nenhum veículo trafega na estrada, especialmente quando chove, situação comum neste período. Para Carlos Magno, é difícil calcular o valor do prejuízo obtido pelo município hoje, pois a estrada é a única via de escoamento da produção agrícola.

Tufilândia, que está localizado a cerca de 295 km de São Luís, tem aproximadamente seis mil habitantes, conforme Carlos Magno, está carecendo das fossas sépticas, afinal, está entre os municípios mais pobres do Brasil, com dificuldades no sistema de saúde, no sistema educacional e de infra-estrutura. A população não dispõe de hospital e no único posto médico da cidade há somente um acadêmico do curso de Medicina.

“Temos dificuldades para desenvolver a região, e se deixarmos que situações como esta, na qual os recursos viabilizados para melhorar a qualidade de vida da população são mal empregados, nunca alcançaremos o progresso. Só quem perde é a população, que não tem nem o direito básico de se locomover, pois não tem estrada”, ressalta Carlos Magno.

Ele explica ainda que se os recursos que foram disponibilizados para a obra de recuperação da estrada fossem empregados, outros municípios seriam beneficiados, como Alto Alegre do Pindaré. O parlamentar reclama também que as estradas vicinais de Tufilândia estão sem condições de tráfego, o que sacrifica a população da área rural.

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