Denúncia

Deputado denuncia suspensão de remédios a pacientes da rede pública

Max Barros disse que a distribuição foi interrompida sem nenhum aviso prévio para os pacientes.

Atualizada em 27/03/2022 às 14h04

SÃO LUÍS - O deputado Max Barros (DEM) denunciou em sessão nesta quarta-feira, 11, na Assembléia Legislativa, a suposta suspensão no fornecimento de medicamentos continuados a pacientes da rede pública com problemas graves.

De acordo com o deputado, a distribuição dos remédios, feita por meio da Farmácia Estadual de Medicamentos Excepcionais (Feme), da Secretaria de Saúde do Estado, foi interrompida sem nenhum aviso prévio para os pacientes que dependem dos medicamentos.

Para Max Barros, a culpa pelo problema é exclusivamente do governo do Estado, que possui verbas específicas para a saúde e, segundo ele, permite que sejam colocadas em risco vidas de cidadãos maranhenses sem nenhuma justificativa.

- É inaceitável que essas pessoas doentes fiquem sem receber o tratamento adequado por falta de remédios essenciais para sua sobrevivência. Muitos são transplantados e se não tomarem a medicação morrem -, criticou.

O deputado Max Barros ainda revelou sua intenção de acionar criminalmente por assassinato os responsáveis pela falta e distribuição dos medicamentos, caso algum paciente venha a falecer.

- Espero que sejam tomadas às providências cabíveis para que seja resolvido este impasse. Peço a ajuda do presidente João Evangelista, do líder do governo Edivaldo Holanda, para que conversem com o secretário de Saúde Edmundo Gomes para acabar com essa grave situação -.

Em aparte, o deputado Carlos Alberto Milhomem (DEM) solidarizou-se com o colega e considerou um “absurdo” a falta dos medicamentos.

SOLUÇÃO

O deputado João Evangelista, atendendo a solicitação de Max Barros, entrou em contato com Edmundo Gomes, para obter maiores esclarecimentos sobre o assunto. O secretário informou que já houve a aquisição dos medicamentos e que há pacientes sem recebê-los por problemas exclusivamente burocráticos que serão imediatamente solucionados.

Milhomem contestou as informações dadas pelo secretário. Segundo o parlamentar, no dia anterior, ele e o deputado Max Barros obtiveram a informação de uma assessora de Edmundo Gomes que nenhum medicamento havia sido comprado e não havia previsão para o retorno da distribuição. “Essa informação nos recebemos ontem da secretária do Dr. Edmundo. Agora já existe o medicamento?”, questionou.

Com as informações a Assessoria da Assembléia Legislativa.

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