Casamento comunitário em Arari lota ginásio José Pestana

Atualizada em 27/03/2022 às 14h12

SÃO LUÍS - Arari parou na manhã de sexta-feira, 24, para participar do primeiro casamento comunitário da comarca, na Região do Mearim (a 190 km da Capital). A festa, em clima alegre, lotou o ginásio José Benedito Chaves Pestana com familiares e amigos dos 203 casais que oficiaram

união civil em cerimônia conduzida pelo juiz Gladiston Luís Nascimento Cutrim e outros 17 magistrados de comarcas diversas.

O casamento - com direito a sorteio de brindes aos noivos, com a chancela do comércio - teve como convidados o corregedor-geral da Justiça, desembargador Raimundo Freire Cutrim; o presidente do Tribunal de Contas do Estado, Edmar Cutrim; o secretário da presidência da AMB, juiz Gervásio Protásio dos Santos Júnior; o juiz auxiliar da Corregedoria, Marcelo Carvalho Silva; e o advogado Gil Cutrim.

A promotora de Justiça da comarca, Raquel Pires de Castro, também acompanhou o evento.

Em saudação aos casais, Gladiston Cutrim reforçou a relevância do casamento para a estabilidade da família e saudou a iniciativa do então presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Jorge Rachid

Mubárack Maluf, ao lançar o projeto dos Casamentos Comunitários no Estado. O juiz titular de Arari fez o anúncio de novos casamentos na comarca, em breve.

Foi uma data especial e de sorte para os aposentados João de Jesus Martins, 89 anos, e Antonia Rosa Machado, 79, o casal mais idoso da

festa. Casados no religioso há 48 anos, eles têm nove filhos e 18 netos. Entre os premiados, levaram para casa um fogão novo. E a lua-de-mel?. "Não tem", diz rápido dona Antonia, abrindo sorriso cúmplice.

Esperança e expectativas passam a ditar a vida de Edgildo Abreu Rabelo, 20 anos, Josélia Sousa Sabino, 16. Ambos lavradores, eles esperam para fevereiro a primeira filha, por enquanto sem nome

definido.

"Homens e mulheres do interior sabem que ao casar diante do juiz asseguram os direitos civis decorrentes do estado civil que assumem",

destacou o corregedor. O casamento civil elimina a exigência de infinidade de documentos, a procura por testemunhas e longos processos de reconhecimento a pensões ou bens deixados pelo companheiro falecido, observou.

Cutrim elogiou o trabalho pioneiro do desembargador Jorge Rachid nessa área. O corregedor informou que, em 2006, os casamentos comunitários no interior uniram 5.275 casais até agora. Há eventos agendados para Zé Doca, Balsas e São Luís Gonzaga nos próximos dias.

Foram também celebrantes em Arari os juízes Márcio Aurélio Cutrim, Márcio Brandão, Mário Prazeres, Júlio Praseres, Rosângela Praseres, Marlon Reis, Pedro Guimarães Júnior, Gilmar Everton Vale, Thales

Andrade, Francisco Ferreira de Lima, Ana Lucrécia Bezerra Sodré, Jerusa de Castro Duarte Mendes, Ticiany Gedeon Maciel, Maricélia Gonçalves, Angelo Antonio dos Santos e Paulo de Assis Ribeiro.

Informações da Corregedoria Geral da Justiça

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