Deputado quer investigar preço de cimento cobrado pela Nassau

Segundo dados do IBGE, o preço do cimento no Maranhão é o quinto mais caro do País.

Imirante.com

Atualizada em 27/03/2022 às 14h24

SÃO LUÍS - O deputado federal Pedro Fernandes (PTB-MA) quer investigar os preços do cimento praticado pela Nassau, empresa do grupo João Santos, no Maranhão.

Segundo dados do IBGE, o preço do cimento no estado é o quinto mais caro do País, perdendo apenas para os estados de Roraima, Acre, Amazonas e Amapá. “Nós produzimos mais 300 mil toneladas em 2005, para um consumo de 504 mil toneladas, com uma diferença aí de 200 mil toneladas. O Rio de Janeiro, que possui uma diferença de mais de 1 milhão de toneladas entre produção e consumo, tem o mesmo preço do Maranhão”, observa.

O grupo João Santos é o mesmo das fábricas Agrimex e Itapajé, recentemente fechadas no município de Coelho Neto, onde milhares de trabalhadores foram demitidos e foi preciso uma grande mobilização com apoio do deputado para que pudessem receber seus direitos trabalhistas.

A tese da investigação sobre os preços do cimento no País é também defendida pelo economista Luiz Moura do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Econômicos _Dieese, que explica que, como há poucos produtores, esses preços deveriam ser monitorados.

Pedro Fernandes vai pedir ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica – CADE que investigue o caso.

O grupo João Santos é um dos maiores produtores de cimento do País, com principal base em Sergipe, o maior produtor do Nordeste e o décimo quinto em preço. “Essas discrepâncias devem ser investigadas, pois estados produtores como Sergipe e até mesmo o Maranhão, que produz para seu consumo interno, possuem preços mais altos do que quem não produz, como o Distrito Federal, onde se encontra o cimento mais barato do País”, estranha o deputado.

Enquanto no Maranhão o saco de cimento sai por R$ 18,25 em Brasília custa R$ 10,90. “Qual a explicação para isso, se produzimos mais da metade do cimento que consumimos, e Brasília importa todo o cimento que consome ?”, questiona.

Pedro Fernandes lembra que o cimento é matéria básica para o crescimento, o seu alto preço inviabiliza projetos essenciais na construção civil, reduzindo a oferta de empregos e moradias.

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