SÃO LUÍS - O governador José Reinaldo Tavares voltou a enfrentar dificuldades para montar uma base de sustentação com o PDT, o PT, o PSB e o PSDB. A falta de um diálogo consistente vem resultando no esfacelamento da base formada pela ex-oposição na Assembléia Legislativa. Nesta semana, a bancada do PSDB comunicará oficialmente o seu afastamento do Bloco Progressista, ligado a Tavares.
O afastamento já é consenso entre os três deputados tucanos – Aderson Lago, Cristina Archer e Alberto Franco – e deveria ser comunicado desde a quarta-feira passada, o que só não ocorreu por interferência da presidência da Assembléia, que pediu tempo aos parlamentares.
No mesmo caminho do PSDB vai o PT. Os dois deputados da bancada – Helena Barros Heluy e Domingos Dutra - já comunicaram à direção do partido que a nomeação de petistas para o secretariado de José Reinaldo não implicará em apoio automático na Assembléia.
No caso do PDT, o discurso de Luiz Pedro, terça-feira passada, em defesa do governador, foi repreendido pelos outros dois deputados da chamada ala histórica do partido – Mauro Bezerra e Rubem Brito. Eles consideram que é cedo para buscar uma aproximação mais consistente com o governador.
DESGASTE
A indefinição de José Reinaldo na reforma administrativa é o que tem afastado os partidos da ex-oposição. Em conversa com jornalistas, anteontem, o tucano Alberto Franco disse que a legenda vem sofrendo desgaste público com este vai-não-vai de José Reinaldo. “Todo dia saem notícias de que o PSDB vai entrar no governo, que o PT não aceita, que fulano de tal já foi nomeado. Isto desgasta o partido”, declarou Franco. Seus colegas Aderson Lago e Cristina Archer têm votado sistematicamente contra o governo.
O PT tinha um acordo com as outras duas legendas da chamada esquerda – PDT e PSB – para que assumissem juntos uma postura de apoio a José Reinaldo. “Existem muitas divergências no seio destes partidos. Como não há consenso, é muito difícil que o PT possa dar apoio sistemático a José Reinaldo”, declarou o deputado Domingos Dutra.
Semana passada, cardeais petistas entregaram uma relação de nomes a José Reinaldo. Como estas indicações só contemplavam o grupo do presidente da legenda, Washington Oliveira, os demais membros do PT ficaram ainda mais irritados, e ameaçam boicotar o acordo com o governador.
Sem a garantia do apoio da ex-oposição, e com a ameaça de esfacelamento da sua própria base, José Reinaldo entra em seus últimos anos de governo ameaçado pelo perigoso isolamento político nas eleições de 2006.
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