SÃO LUÍS - A onda de violência que assola o Maranhão foi o principal assunto, ontem, na Assembléia Legislativa. Vários deputados foram à tribuna para lamentar a morte do prefeito de Buriti Bravo, João Henrique Leocádio, e o confronto entre lavradores e policiais em Vitória do Mearim.
Para o deputado César Pires, é necessário que toda a sociedade, autoridades e cidadãos em geral, faça uma reflexão sobre a situação da violência no estado, em busca de uma solução. “É preciso dar um freio nesta situação. O povo maranhense não pode viver em estado de tensão o tempo inteiro”, comentou.
Membros da Comissão de Segurança da Assembléia irão hoje aos povoados onde ocorreu o conflito em Vitória do Mearim, para analisar a situação dos lavradores. “A Assembléia não pode mais se portar como se estivesse em outro mundo. Ela também tem que discutir esses assuntos”, cobrou o deputado Rubem Brito (PDT). Ele exibiu uma foto, de um garoto de 12 anos, que teria sido colocado em um formigueiro “por policiais”, para que revelasse onde estava seu pai. “É um absurdo que isto possa ter partido da polícia. E é inadmissível que o nosso secretário de Segurança tenha essa visão dos fatos: achar que os lavradores eram ladrões de gado e que o prefeito João Leocádio se suicidou”, lamentou Brito.
Os deputados criticaram a versão de que João Leocádio teria se suicidado. “A polícia precisa fazer uma investigação profunda neste caso. É um caso grave e, se tiver autores, lamentável para o Maranhão”, ponderou Mauro Bezerra.
A deputada Helena Heluy (PT), membro da Comissão de Direitos Humanos, cobrou também uma posição da Assembléia. “Não queremos que a Casa tome o lugar do Ministério Público, ou da polícia. Queremos dar nossa contribuição nestes casos, que estarreceram a sociedade maranhense”, ponderou. Ela lamentou que os lavradores de Vitória do Mearim tenham sido tratados como ladrões de gado, e cobrou um posicionamento enérgico do governo no combate à violência.
Os deputados pretendem fazer um relatório sobre a situação em Vitória do Mearim e Buriti Bravo, apresentar o documento às autoridades e cobrar soluções.
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