BRASÍLIA - O governador do Maranhão, José Reinaldo Tavares (PFL), disse nesta quarta-feira, 11, ter ficado decepcionado com o resultado do leilão do Banco do Estado do Maranhão (BEM), realizado nesta terça-feira, 10, na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).
Tavares sempre foi a favor da privatização, ao contrário dos governadores do Piauí, Ceará e Espírito Santo, onde ainda há bancos estaduais, mas considerou o valor pago pelo Bradesco aquém do esperado. "O valor é baixo. Acho que não dá para comemorar", considerou.
O Bradesco comprou o BEM - inaugurando as privatizações no Governo Lula - por R$ 78 milhões, o que representou ágio de 1,07% sobre o preço mínimo estabelecido pelo Banco Central.
O Itaú, que chegou a participar do leilão, fez oferta de R$ 77,17 milhões. A expectativa do governador, no entanto, era que o valor ficasse em torno de R$ 80 milhões.
O valor pago pelo Bradesco será usado no abatimento da dívida do Estado com o Governo Federal proveniente dos gastos com o saneamento do banco. Tavares não soube dizer de quanto é o débito, pois o valor é atualizado "a todo tempo", mas disse que inicialmente a dívida era de R$ 300 milhões. Os estados têm até quinze anos para quitar o débito com a União.
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