José Reinaldo se diz insatisfeito com reforma tributária

Agência Nordeste

Atualizada em 27/03/2022 às 15h16

BRASÍLIA – O governador do Maranhão, José Reinaldo Tavares (PFL), reuniu-se, hoje, com a bancada do Estado na Câmara Federal para avaliar a reforma tributária que está em discussão na Casa.

De acordo com o governador, o relatório do deputado Virgílio Guimarães (PT-MG) irá "prejudicar" muitos estados, principalmente os da Região Nordeste. Por causa disso, a ordem é unir forças com os demais deputados nordestinos para evitar a aprovação do texto da forma como quer o Governo Federal.

"Nós estamos discutindo para ver uma maneira que possa se recuperar um pouco dos recursos perdidos e que tanto os estados quanto os municípios possam ter um equilíbrio fiscal que evite o prejuízo", afirmou o governador.

Na avaliação de José Reinaldo, ao contrário do que aconteceu na reforma da Previdência, quando os parlamentares seguiram a orientação dos partidos, na tributária são os governadores e prefeitos quem serão ouvidos. Neste sentido, os parlamentares do Nordeste, na avaliação do governador, não devem garantir tantos votos à proposta do Governo. "Os deputados são muito sensíveis à opinião dos prefeitos e governadores. É muito difícil que aquela base que foi formada na reforma previdenciária se repita na tributária", observou.

No encontro com os deputados, ficou claro o descontentamento da bancada com o relatório do deputado Virgílio Guimarães (PT-MG). "Eu não vou votar uma reforma que tira receita dos estados mais pobres", disse o deputado federal Sarney Filho (PV). O governador também se mostrou preocupado. "A reforma tributária prejudica muito os estados da maneira como está, principalmente os do Nordeste", disse. De acordo com ele, a arrecadação no Maranhão, nestes primeiros oito meses, foi R$ 400 milhões a menos do que no mesmo período do ano passado. "Para um Estado pequeno como o Maranhão é uma perda enorme", salientou.

O governador destacou que a perda pode ser ainda maior se a reforma for aprovada. "A reforma não faz a compensação correta dos créditos a exportação, não trata da cobrança do ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços) na origem e no destino, nem dos créditos do ICMS. Essas coisas acabam prejudicando muito mais o Estado", afirmou.

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