O Maranhão deverá, em quatro anos, ter uma produção agrícola suficiente para abastecer o mercado local e ainda ser um produtor de excedente de alimentos como arroz, milho e feijão; foi o que previu o engenheiro agrônomo, mestre e pós-doutor em Economia Ambiental e dos Recursos Naturais, José de Jesus Sousa Lemos, que participou nesta terça-feira do seminário para elaboração do plano de governo 2003/2006.
De acordo com José Lemos, o Maranhão tem ampla e irrestritas possibilidades de fazer parte do programa de produção de alimento do governo federal e de produzir bens de mercado se o governo continuar investindo nesta área.
O seminário realizado nesta terça-feira é o segundo de uma série que estão sendo promovidos pelo governo do Estado durante esta semana. O tema abordado foi agricultura familiar. Especialistas no assunto como José Lemos e o secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Orlando Muniz, vieram ao Maranhão participar do evento e contribuir para elaboração do Plano de governo para os próximos quatro anos.
Para o governador José Reinaldo Tavares, que tem participado de todos os seminários, acompanhado da primeira-dama, Alexandra Tavares, os estudos que estão sendo apresentados durante os eventos são extremamente importantes para a elaboração de um plano de governo que realmente atenda às necessidades da população. “As exposições feitas durante o seminário nos mostram a realidade do Estado. E é um momento de discutir como transformar boas idéias em ações. Levar essas idéias para o campo”, disse o governador.
Orlando Muniz elogiou a iniciativa do governador de promover os seminários e disse que a capacidade de ouvir é uma das características que ele mais admira em José Reinaldo. “Tenho certeza que durante o governo de José Reinaldo Tavares o Maranhão vai avançar muito mais na questão da reforma agrária e que o homem do campo vai viver um período muito próspero”.
Ele destacou que as bases estratégicas para um estado moderno inclui a elaboração de projetos que tratam de políticas austeras de controle de gastos públicos, descentralização administrativa, ações definidas por prioridades regionais, níveis satisfatórios de renda e a busca de parceria. “Temos observado que o governo do Maranhão tem seguido esta linha”, disse Orlando.
O secretário aproveitou para mostrar os números da reforma agrária no Maranhão que em oito anos assentou 68.693 famílias e beneficiou um grande número delas com créditos fundiários.
Apoio - Segundo José Lemos o governo do Maranhão tem mostrado que está empenhado em transformar o estado em um grande produtor agrícola. “O que o produtor familiar precisa é disso: de políticas de governo que possibilitem o acesso a credito e assistência técnica. Tendo esse apoio, com certeza, ele vai ter possibilidade de incrementar sua produção”.
A gerente de Agricultura Pecuária e Desenvolvimento Rural, Conceição Andrade, disse que o desenvolvimento do Estado passa pelo desenvolvimento rural. Ela destacou que mesmo sem grandes apoios a agricultura colabora atualmente para ocupação de mais de 2,5 milhões de pessoas.
“A partir do momento que o governo prioriza o setor primário, começa a investir concretamente na agricultura, na pecuária e nas várias diversidades econômicas que o setor pode oferecer; nós temos absoluta certeza que o Maranhão está no caminho certo”.
Conceição ressaltou que o governo quer elaborar um plano de governo que não seja apenas um documento volumoso que se guarda em uma prateleira, mas um documento com medidas concretas para que se possa atingir o objetivo maior que é gerar trabalho, renda e desenvolvimento para o Estado.
Participaram do seminário, além dos gerentes e gestores de governo, deputados estaduais, a desembargadora Etelvina Ribeiro Gonçalves e o procurador de Justiça, Raimundo Nonato Carvalho, entre outras autoridades.
Os trabalhos continuam nesta quarta-feira com o seminário sobre geração de emprego e renda, previsto para começar às 9h, no auditório do Palácio dos Leões. Os palestrantes são Carlos Aquiles Siqueira, do Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos, que vai falar sobre a conjuntura globalizada e geração de trabalho e renda e o professor André Urane, da Universidade do Rio de Janeiro, que fala sobre micro e pequenas empresas como estratégias de geração de emprego e renda.
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