Falta água há um ano em Buritirana

O Estado do Maranhão

Atualizada em 27/03/2022 às 15h30

Buritirana - Moradores de Buritirana denunciam que estão enfrentando problemas com o desabastecimento de água. O município, localizado a 68 km de Imperatriz, há mais de um ano não conta com o abastecimento regular do produto, que só chega às torneiras a cada dois dias e por tempo que varia de 20 a 30 minutos. Segundo Elizete da Silva, para não ficar sem água, os moradores são obrigados a acordar ainda de madrugada.

Quem não tem depósitos para guardar a água ou perde hora, é obrigado a recorrer a vizinhos que tenham cisternas. A mulher lembra que existem apenas duas cisternas perfuradas no município e os proprietários evitam fornecer o produto gratuitamente. O problema maior é enfrentado pelos administradores de restaurantes que, em sua maioria, precisam comprar água.

O estudante Antônio Alves de Oliveira explica que o abastecimento de água é feito pela Prefeitura a partir de um poço artesiano localizado no centro da cidade. “Existe duas partes, a alta e a baixa da cidade. Quando tem água em uma, não tem na outra”, ressalta o estudante.

O lavrador Francisco da Silva também critica a falha no abastecimento. Ele reconhece que a Prefeitura nunca cobrou pelo fornecimento de água, mas acrescenta que é favorável a cobrança desde que o abastecimento fosse regularizado.

Bomba - Um morador que não quis se identificar acusa o homem que responde pela administração da bomba que faz o abastecimento de água para a cidade de estar agindo de má fé com os moradores. Um outro morador aponta problemas na tubulação como responsável pelo problema no fornecimento de água. A reportagem não conseguiu localizar o funcionário público.

Pior do que ter água apenas uma vez a cada dois dias é não contar com ela na torneira em nenhum momento. É o caso dos moradores do local conhecido como Alto Bonito ou Vila Seca. Por estar localizada em uma montanha, o povoado distante a apenas 500 metros do centro, nunca recebeu água nas torneiras. Mãe de cinco filhos menores, a viúva Zuleide Pereira Alves, que mora na Vila Seca, diz que enfrenta muitas dificuldades para obter água para os afazeres domésticos.

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