Enem 2014

Local de prova influencia na nota do Enem

Estudantes se sentem prejudicados ao ficar em locais com péssima estrutura.

Letícia Sekitani/ Imirante Imperatriz

Atualizada em 27/03/2022 às 11h48
(João Rodrigues/ Imirante Imperatriz)

IMPERATRIZ - As condições dos locais de prova são fatores que influenciam no rendimento do aluno no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Isso é o que afirma a professora de história da atualidade, Paula Aquino. Muitos estudantes que fazem a prova em locais com pouco, ou nenhum conforto, reclamam das carteiras, poeira e, principalmente, do calor.

A estudante do Curso de Jornalismo, Ananda Portilho conta que teve uma péssima experiência com seu local de prova no Enem em 2010. Ela sofre de rinite alérgica e a poeira da sala agravou seu estado de saúde durante os dias do exame.

“Só tinha um ventilador na sala que não pegava em todas as cadeiras. Além disso, a sala era muito suja e eu não consegui terminar a prova nem no sábado, nem no domingo”, conta a estudante.

Em 2010, a nota de Ananda não foi suficiente para que ela conseguisse entrar no curso que desejava. Só em 2011, quando fez o Enem em um local com melhores condições, obteve uma nota satisfatória.

Embora ela acredite que a estrutura física do local não sejam fatores decisivos para passar na prova, Ananda reconhece que o ambiente da realização do exame influencia diretamente no desempenho do estudante.

“Eu acredito que prejudica o aluno, porque ele não consegue se concentrar em um ambiente com calor excessivo. O rendimento cai, você não consegue entender direito o que a prova pede, porque você está ligado a muitos outros fatores”, relata Ananda Portilho.

O estudante Paulo Silveira, também, fez o Enem em locais com pouca estrutura e acredita que esse fator comprometa o rendimento de quem vai fazer a prova.

“O rendimento de uma pessoa em um ambiente que favorece seu raciocínio, com conforto e mínimos ruídos é, com certeza, superior ao de uma pessoa que faz em uma escola com cadeiras parcialmente quebradas, sem um ventilador que funcione e com a luminosidade do sol no rosto”, opina Paulo Silveira.

A professora também faz uma crítica às condições estruturais dos locais de aplicação do Enem. Ela afirma que a seleção já começa nessa etapa.

“Existem alunos que ficam em escolas muito ruins, com péssimas estruturas, afastadas, quentes e em cadeiras desconfortáveis, em detrimento de outros que ficam em escolas muito boas, no ar condicionado, com cadeiras acolchoadas. Aí já começa a seleção do Enem”, argumenta Paula Aquino.

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